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Política

André deixa oposição cada vez mais esvaziada e conquista adversários

Por Zemil Rocha | 22/04/2013 07:50
André caminha entre Bernal e Chico Maia (Foto: Vanderlei Aparecido)
André caminha entre Bernal e Chico Maia (Foto: Vanderlei Aparecido)

O governador André Puccinelli (PMDB) tem conseguido esvaziar cada vez mais os focos de oposição ao governo dele em Mato Grosso do Sul, deixando-a praticamente restrita ao PT, do senador Delcídio do Amaral. Essa articulação tem sido sentida especialmente em setores sociais, com os pecuaristas e os professores, mas também tem tradução política, como a busca de uma relação sem “idiossincrasias” fabricadas com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

Com relação aos professores, Puccinelli não apenas estancou movimentos de protestos e até ameaças de greve, como chegou a construir uma relação de aliança em prol de melhorias na educação estadual. Nas negociações de André com a Federação dos Trabalhadores em Educação, presidida por Roberto Magno Botareli Cesar, os professores conquistaram reajuste salarial de 6%, mais 15% de incorporação da gratificfação de regência, e o lançamento de concurso para contratação de 1,2 mil professores. A festa foi na sede Fetems, com a presença de André, e a entidade ainda pagou anuncio na TV para divulgar a “grande conquista”.

No caso dos pecuaristas, há alguns anos, durante o processo eleitoral da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia tinha o governador André Puccinelli como um dos opositores à sua reeleição. Agora a relação é de grande harmonia, inclusive com o governador apoiando entusiasticamente a Expogrande 2013 e doando imóvel, na saída para Três Lagoas, para as futuras sedes da Acrissul e do Clube do Laço.

Quanto às relações políticas, Puccinelli buscou nesta semana melhorar as relações institucionais com o prefeito da Capital. Após tomar café da manhã com Bernal, na sexta-feira, o governador falou em superação de conflitos fabricados por teceiros. “Para coibir eventuais idiossincrasias que podem ter ocorrido por influência de terceiros, que ficam buzinando no ouvido dele e no ouvido meu”, afirmou André a propósito do encontro.

O relacionamento com o PSDB também começa a melhorar, desde que o senador Waldemir Moka (PMDB) chegou a admitir a possibilidade de acordo eleitoral em 2014. O presidente regional do PMDB, Oswaldo Mochi Júnior, também afirmou sábado que uma nova parceria com os tucanos poderá ser costurada.

A oposição ficou praticamente restrita ao PT, do senador Delcídio do Amaral. Embora não esteja descartado um entendimento futuro, o PMDB de Puccinelli caminha cada vez mais decididamente na direção de uma candidatura própria ao governo, seja com o ex-prefeito Nelsinho Trad ou a vice-governadora Simone Tebet. O adversário deverá ser Delcídio, pré-candidato a governador do PT.

Com a popularidade em alta (70% de ótimo e bom, segundo o Ipems) e um pacotão de obras de mais de 1,2 bilhão, graças à aprovação de empréstimo via BNDES, o governador André Puccinelli terá um elevado cacife eleitoral em 2014. O PMDB já ambiciona continuar a comandar o Estado por mais oito anos.

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