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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

14/12/2010 13:40

André envia reajuste de 6% mesmo sem aceitação de professores

Fernanda França e Aline dos Santos

Fetems reúne categoria hoje para deliberar sobre a questão

Deputados do PT (à esquerda) não concordam com a votação a toque de caixa. Paulo Duarte diz que vai olhar projetos com cautela para ver se não tem jabuti no meio. (Foto: divulgação).Deputados do PT (à esquerda) não concordam com a votação a toque de caixa. Paulo Duarte diz que vai olhar projetos com cautela para ver se não tem "jabuti" no meio. (Foto: divulgação).

O governador André Puccinelli (PMDB) encaminhou ontem à tarde à Assembleia Legislativa projeto prevendo 6% de reajuste aos educadores de Mato Grosso do Sul, mesmo sem a aceitação da categoria.

Na última reunião com os professores, na semana passada, Puccinelli deixou claro que esta era sua última oferta e que poderia até sentar com os sindicalistas para nova rodada de negociações, mas só em abril de 2011.

Os 6%, segundo o governador, totalizam a correção das perdas com a inflação no período mais “algum ganho nominal”.

As tabelas de vencimento-base e de incentivo financeiro são para os servidores da Educação Básica, cargos de especialista de educação e professor leigo.

Na quinta-feira da semana passada, representantes da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se reuniram com o governador André Puccinelli para a última rodada de negociações, mas não houve acordo.

Na prática, os educadores querem um reajuste escalonado, de 2011 a 2013, onde eles pretendem chegar recebendo o piso nacional por 20 horas trabalhadas.

Puccinelli aceita conversar em 2011 para que as modificações entrem em vigor só em 2012. A categoria discutirá estes e outros assuntos hoje às 14h30, na sede da Fetems, durante assembléia geral.

Eles não descartam que o ano letivo de 2011 comece sem aulas.

Apagar das luzes

Ao todo, 11 projetos chegaram ontem à tarde à Assembleia Legislativa, três dias antes do recesso parlamentar. Os deputados terão um período curtíssimo para analisar o "bolo" de propostas.

Hoje à tarde, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) já deve deliberar sobre alguns projetos. Os próprios parlamentares receberam em disco o calhamaço de propostas e só agora terão tempo de ler as proposições.

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Já era de se esperar, é que o povão prefere asfalto na rua do que educação de qualidade para seus filhos, eu até entendo o governador, para quê injetar investimento em um ensino público falido? o que vê nessas escolas públicas são marginais fumando e falando besteira aluno que é bom é menoria e garanto que gostaria de estar numa escola particular se pudesse.
 
Gilberto Silas em 15/12/2010 07:34:23
Mato Grosso do Sul escolheu Moca, Giroto, Marum Serra, e companhia. Querem alguma coisa a mais? Possibilidades de mudança somente daqui a quatro anos.
 
Cicero Tredezini em 15/12/2010 07:26:11
Sou a favor de que os aumentos de gastos públicos (do que é gasto com novos contratados, com os aumentos salariais e com os investimentos no setor) devem ser proporcionais aos crescimento da arrecadação de impostos. Com base nesses critérios, os salários não poderiam ter acréscimos menores que a inflação no período. Por exemplo: se em 2010 o estado arrecadou 10% a mais que em 2009, os gastos com educação em 2011 devem ter um acréscimo proporcional. Então, em negociação madura e democrática com as categorias e com os gestores, o poder público poderia "dividir o bolo" da maneira mais justa. Estou errado?
 
Gilberto Ramos em 15/12/2010 02:51:13
FELIZ NATAL SR. GOVERNADOR DO MS!!! É feliz natal para o senhor, pq para os seus funcionários professores não será tão bom assim! Vejamos:
- Esses 6% que o senhor está projetando está muito aquém daquilo que uma família pode e merece ter, uma vez que levamos o seu Estado através da educação no topo e muito além de vários dessa nação tão sofrida;
- Senhor Governador, o senhor acha que uma ceia de natal ou até mesmo a carne, o leite, o pão de cada dia se faz com apenas R$ 78,78 ?????
- Talvez o senhor nem saiba o que é enfrentar uma sala cheia de alunos, um calor insuportável, barulhenta e ainda ter que driblar as contas de casa, o filho que quer algo, a casa que precisa de uma reforma, a rua esburacada que o senhor tb não dá jeito, só arruma Campo Grande por fora, mas por dentro aquele favelão das periferias!
- Confesso que eu e milhares de professores lhe vemos como um ditador e não um gestor da administração pública que pediu votos na última eleição, que mudança em menos de 3 meses.
- Também precisa ficar elucidado a situação de professores convocados que sofrem acidentes e o SR. não desconta o INSS nem para um auxilio doença perante o INSS, QUE VERGONHA SENHOR GOVERNADOR; repense isso!!!
- Quem sabe um dia o senhor, na sua idade já avançada venha precisar de muito menos que estamos lhe pedindo e ninguém venha lhe estender a mão e o senhor dai veja a real verdade da colheita, daquilo que plantamos e viemos com o tempo colher!!!
- Pense que nós, seus funcionários, amantes desse Estado não somos seus inimigos, estamos na luta para fazer um MS digno de reportagens decentes, que não falem somente de corrupção, tráfico e ditadura disfarçada!!!
Ass: Um professor que tem sofrido com o descaso de seu ente maior e que não sabe mais a quem recorrer!!!
 
Marcos Araújo da Silva em 14/12/2010 09:54:40
O Governo de MS está desprezando a classe trabalhadora da EDUCAÇÃO. E vamos falar sério...mandar uma proposta de reajuste salarial da classe de servidores de maior número do estado faltando apenas 3 dias para encerraremento dos tarabalhos da Assembléia Legislativa é demonstração de falta de planejamento ou será proposital?
 
Adenilson Cristaldo em 14/12/2010 02:39:50
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