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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Julho de 2018

31/12/2016 10:00

Ano eleitoral teve recorde de candidatos, Bernal fora e vitória de Marquinhos

Eleição também teve renovação na Câmara Municipal, com 18 novos vereaadores

Leonardo Rocha
Marquinhos chegando ao TRE-MS, após a vitória nas urnas (Foto: Arquivo)Marquinhos chegando ao TRE-MS, após a vitória nas urnas (Foto: Arquivo)
Marquinhos liderou a eleição no primeiro e segundo turno na Capital (Foto: Arquivo)Marquinhos liderou a eleição no primeiro e segundo turno na Capital (Foto: Arquivo)

Em 2016, a eleição municipal em Campo Grande foi marcada pelo retorno de uma tradicional família ao comando da cidade, com a vitória de Marquinhos Trad (PSD) para prefeito. Ele venceu no segundo turno a atual vice-governadora, Rose Modesto (PSDB), com o atual gestor, Alcides Bernal (PP), sendo derrotado ainda no primeiro turno.

Já na Câmara Municipal, houve uma renovação expressiva. São 18 novos vereadores entre o total de 29.

A disputa para prefeito logo mostrou uma mudança, com 15 nomes postulando o cargo. Com a redução de 90 para 45 dias, menor tempo de programa eleitoral, restrições de campanha nas ruas e centro da cidade, os partidos menores preferiram lançar candidatos, ao invés de completar as coligações das grandes legendas.

A falta de recursos e investimentos, também marcada pela proibição de doação de empresas, mostrou um cenário eleitoral de pouco movimento tanto nos bairros, como nas principais ruas da cidade. Os comícios foram raros, restando muitas caminhadas, reuniões em residências e encontros com segmentos sociais.

Neste cenário, três candidatos ficaram a frente dos demais, tendo desde o início a liderança nas pesquisas de Marquinhos Trad (PSD), seguido por Rose Modesto (PSDB) e do atual prefeito Alcides Bernal (PP). Também foram os principais alvos dos programas (eleitorais) e dos debates entre os oponentes.

Marquinhos teve que responder a críticas sobre a antiga gestão do irmão, Nelsinho Trad (PTB), que foi prefeito durante oito anos na Capital, enquanto que Rose fez a defesa da administração estadual, e Bernal do seu atual mandato. Os ataques foram mútuos nos debates, nas propagandas e inserções ao longo do dia na televisão.

Neste clima, a eleição no primeiro turno terminou com a liderança de Marquinhos Trad, e uma disputa acirrada entre Rose e Bernal, com uma leve vantagem para tucana, que seguiu para o segundo turno. O embate então ficou mais intenso, com apenas dois oponentes.

Marquinhos recebeu o apoio de Bernal, enquanto que Rose teve a adesão de Coronel David (PSC) e Athayde Nery (PPS). O confronto continuou nesta segunda etapa com muitas críticas de ambos os lados, ficando mais evidente durante os debates.

No dia 30 de outubro, as urnas foram novamente abertas em Campo Grande e Marquinhos confirmou o favoritismo, sendo eleito prefeito. Ainda durante a comemoração fez um discurso de "reconciliação", pedindo "ajuda" do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em prol da Capital. Uma visita no dia seguinte selou o clima de "parceria e paz".

O prefeito eleito também fez questão de pregar um período de transição "tranquilo" com Bernal e logo conversar com os vereadores eleitos, anunciando um trabalho conjunto, sem os conflitos e disputas que marcaram a política da cidade, nos últimos anos. Fez questão de se reunir inclusive com os parlamentares eleitos da coligação adversária.

Nas escolha dos secretários preferiu indicar nomes de confiança, quadros da iniciativa privada e também gestores que já participaram de outros governos, tanto de Nelsinho Trad (PTB), André Puccinelli (PMDB) e até Zeca do PT. Como prometido, não indicou para o primeiro escalão nenhum vereador não eleito na sua coligação.

Marquinhos citou como principais desafios, superar as dificuldades financeiras do município, que possui um déficit mensal de R$ 30 milhões. A estratégia é reduzir custos, cortes de comissionados, revisão de contratos, diminuição de secretarias e a meta de combater a sonegação fiscal.

Também vai ter que enfrentar problemas na infraestrutura, como obras paralisadas, inúmeros buracos na cidade, além dos desafios na área de segurança, saúde e educação. Como última herança, terá que lidar com os contratos irregulares rompidos da Omep e Seleta, e recursos que estão parados em Brasília.

Renovação - A eleição em Campo Grande também marcou uma expressiva renovação na Câmara Municipal, com 18 novos vereadores: André Salineiro (PSDB), Odilon de Oliveira (PDT), Loester Nunes (PMDB), Lucas de Lima (SD), Epaminondas Silva Neto, o Papy (SD), Júnior Longo (PSDB), Ademir Santana (PDT), João César Mattogrosso (PSDB), Wellington Oliveira (PSDB), Vinicius Siqueira (DEM), Antonio Cruz (PSDB), Valdir Gomes (PP), Francisco de Carvalho (PSB), Jeremias Flores (PT do B), William Maksoud (PMN), Dharleng Campos (PP), Hederson Fritz (PSD) e  Maria Aparecida de Oliveira do Amaral (PTN).

Dos 29 atuais vereadores, apenas 11 foram reeleitos: Gilmar da Cruz (PRB), Lívio Viana (PSDB), João Rocha (PSDB), Roberto Santana dos Santos, o Betinho (PRB), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), Chiquinho Telles (PSD), Cazuza (PP), Paulo Siufi (PMDB), Otávio Trad (PTB), Ayrton Araújo (PT) e Eduardo Romero (Rede).

Com a maior bancada da casa, o PSDB mostrou a continuação da hegemonia na Câmara, e em acordo prévio, terá a reeleição do atual presidente, João Rocha (PSDB). Após os últimos quatro anos conturbados marcados pela disputa constante com o prefeito Alcides Bernal (PP), que inclusive culminou na sua cassação e nas denúncias da Operação Coffee Break, a expectativa é que haja um "momento de paz", com o novo prefeito, Marquinhos Trad (PSD).



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