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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

05/10/2014 11:38

Aos 77 anos, mulher vota e leva filha na cadeira de rodas para cumprir com dever

Luciana Brazil
Joana e filha chegam à Casa da Cidadania, apesar de dificuldade e isenção. (Foto: Marcelo Victor)Joana e filha chegam à Casa da Cidadania, apesar de dificuldade e isenção. (Foto: Marcelo Victor)

Apesar do voto ser obrigatório até os 70 anos de idade, a aposentada Joana Felix, 77, faz questão de cumprir com o ato cívico. Hoje pela manhã, acompanhada da filha de 56 anos que precisa de cadeira de rodas para se locomover, Joana foi até a sessão de votação, na Casa de Assistência Social e Cidadania, em Campo Grande, satisfeita em poder escolher os representantes do povo.

Ela afirmou que prefere cumprir com o dever, ao invés de ficar em casa, longe da escolha dos candidatos. A filha, Suzete Mabel, 56 anos, também não deixa de votar. Diagnosticada com mal de parkinson há quase 20 anos, Suzi, como é chamada pelos amigos, sabe da importância de cumprir com o papel de cidadão. “É um dever. Venho votar mesmo com a cadeira de rodas”, disse com dificuldade na fala.

A doença do cérebro, que provoca tremores e dificuldade na coordenação, faz Suzi ficar na cadeira de rodas, principalmente quando passa efeito dos medicamentos. “Quando eu tomo os remédios, ando com dificuldade, mas quando passa o efeito, preciso da cadeira de rodas”.

Saga- A desinformação deixou a recifense Josefa Alves, 57 anos, que há 15 anos mora em Campo Grande, perdida, literalmente, na manhã de hoje. Segundo ela, na escola onde sempre vota, a informação que recebeu foi que a sessão teria mudado para a Casa da Assistência Social e da Cidadania.

A eleitora seguiu até o local indicado. No entanto, ao chegar lá, soube que estava mais uma vez no lugar errado e que o voto deveria ser feito em outra escola. E mais uma vez Josefa andou atras da urna correta.

Mas, acreditando que a saga havia terminado, ela conta que ao chegar lá, encontrou outra negativa, que a mandou de volta à Casa da Cidadania. “Me disseram que não era nesse escola. Voltei par cá, mas agora me disseram que a escola onde vou votar fica perto da Praça do Papa. Vou reclamar muito, isso não se faz. Vou pegar outro ônibus agora”.

Sem saber se realmente chegaria no destino certo, Josefa não se atentou que poderia ter evitado o transtorno se tivesse acessado o site da TRE (Tribunal Regional Eleitoral), onde é possível consultar pelo nome do eleitor o local e o endereço de votação.



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