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Política

Apoio do PDT a Bernal não influencia voto na Processante, diz Paulo Pedra

Por Kleber Clajus | 23/12/2013 10:54
Pedra assegura que nomeação de indicado do partido não muda seu voto na Processante (Foto: Izaias Medeiros / Câmara Municipal)
Pedra assegura que nomeação de indicado do partido não muda seu voto na Processante (Foto: Izaias Medeiros / Câmara Municipal)

O vereador Paulo Pedra (PDT) confirma, nesta segunda-feira (23), que mesmo que o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), nomeie o arquiteto Dirceu Peter para o cargo de diretor-presidente da Emha (Empresa Municipal de Habitação) isso não afetará seu voto quanto ao relatório da Comissão Processante, que pode pedir a cassação do progressista.

“Se realmente ocorrer entendimento republicano entre Bernal e o partido posso integrar a base. Porém isso não é barganha, mas política e não possui vinculação ao meu voto em relação à Comissão Processante”, destaca Pedra que, por enquanto, se intitula “independente” na Câmara Municipal.

Para o pedetista, o relatório da comissão terá que conter provas consistentes sobre a suposta “fabricação de emergências”, que resultou na contratação de empresas sem licitação. A defesa por argumentos concretos é justificada pelo vereador, após passar por processo de cassação do mandato pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), que teve efeito suspenso por liminar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Fui vítima de uma cassação sem prova fundamentada, então não vou cassar ninguém por circunstâncias ou sem provas fundamentadas, se for assim não conte comigo. Claro que se houver não há como votar contra”, diz Pedra.

Julgamento – A sessão de julgamento, prevista para ocorrer no dia 30 de dezembro, é questionada pelo vereador, uma vez que os parlamentares entraram de recesso na última sexta-feira (20).

Para ele, o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), precisará agir como magistrado ao tratar a possibilidade de convocar os vereadores para definir pela cassação ou arquivamento do processo contra Bernal.
“Tem que ouvir todos os vereadores e lideranças partidárias, sob pena de ser suspeito no processo, uma vez que o partido dele quer cassar o prefeito. É preciso separar as coisas e defender a Câmara. Não pode ter lado”, aconselha.

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