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Política

Após exigências do STF, salários pagos com emendas devem ser públicos

Mudança atinge estados e municípios a partir do orçamento de 2026

Por Kamila Alcântara | 26/01/2026 16:08
Após exigências do STF, salários pagos com emendas devem ser públicos
Entrada principal do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

O TCE- MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) ampliou o controle sobre o uso de emendas parlamentares e passou a exigir a divulgação mensal dos nomes, CPFs e valores pagos a pessoas remuneradas com recursos de emendas coletivas, especialmente na área da saúde. A nova regra foi publicada nesta segunda-feira (26) e complementa as normas aprovadas em novembro de 2025.

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul estabeleceu novas regras para aumentar a transparência no uso de emendas parlamentares, exigindo a divulgação mensal de dados de pessoas remuneradas com recursos de emendas coletivas, especialmente na área da saúde.A medida, que atende determinação do ministro Flávio Dino, do STF, entrará em vigor em 2026 e obriga estados e municípios a prestarem contas detalhadas dos beneficiários, incluindo nomes, CPFs e valores pagos, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados. As prefeituras deverão enviar as informações entre 11 de fevereiro e 10 de março.

Na prática, o tribunal fecha uma brecha que ainda permitia o pagamento de salários com emendas “de comissão” e “de bancada” sem a identificação individual dos beneficiários. Agora, estados e municípios terão de tornar públicos esses dados de forma regular, seguindo os limites da Lei Geral de Proteção de Dados.

A mudança atende a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), assinada pelo ministro Flávio Dino, que determinou o reforço da transparência e da rastreabilidade no uso de emendas coletivas, principalmente quando os recursos são destinados a despesas com pessoal.

Esse tipo de emenda sempre foi apontado como um dos pontos mais sensíveis do orçamento por concentrar grandes volumes de recursos e menor detalhamento público.

Além da identificação dos pagamentos, a nova resolução também fixa prazo para que os municípios prestem contas ao TCE-MS. As prefeituras deverão enviar, entre 11 de fevereiro e 10 de março de 2026, todas as informações sobre emendas parlamentares estaduais e municipais previstas em seus orçamentos, por meio do sistema eletrônico do tribunal. Sem o envio dos dados, os entes podem ficar irregulares.

As novas exigências não revogam as regras estabelecidas em novembro, que já obrigavam a criação de uma plataforma pública com dados em tempo real, o uso de conta bancária exclusiva para cada emenda e o bloqueio de repasses sem plano de trabalho aprovado. O que muda agora é o endurecimento da fiscalização sobre emendas coletivas, com foco direto em quem recebe o dinheiro.

As medidas passam a valer para as emendas do exercício de 2026 e ampliam o alcance do controle do tribunal sobre toda a cadeia de execução dos recursos, do parlamentar autor até o pagamento final.

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