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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

08/04/2015 14:13

Artista rasga homenagem na Câmara em protesto e ato causa polêmica

Kleber Clajus
Jorge de Barros decidiu rasgar homenagem em protesto a crise na cultura, chamando ainda vereadores de hipócritas (Foto: Anderson Pinotti / SBT MS)Jorge de Barros decidiu rasgar homenagem em protesto a crise na cultura, chamando ainda vereadores de "hipócritas" (Foto: Anderson Pinotti / SBT MS)
Foi Thaís Helena (PT) quem concedeu a homenagem ao artista, mas se frustrou com o resultado (Foto: Anderson Pinotti / SBT MS)Foi Thaís Helena (PT) quem concedeu a homenagem ao artista, mas se frustrou com o resultado (Foto: Anderson Pinotti / SBT MS)

Um poeta e artista de teatro despedaçou, nesta quarta-feira (8), diploma entregue pela Câmara Municipal de Campo Grande alusivo ao Dia do Artista Regional. Vereadores se dividiram em classificar a atitude como desrespeito e “expressão de indignidade” frente a crise no setor com o não pagamento de projetos aprovados em editais do Fmic (Fundo Municipal de Investimentos Culturais) e Fomteatro (Fundo Municipal de Teatro).

Jorge de Barros recebeu a homenagem da vereadora Thaís Helena (PT), tendo em mãos cartazes em referência ao movimento SOS Cultura. Na saída chamou os legisladores de “hipócritas” e, em seguida, rasgou o diploma que havia recebido minutos antes. “Esta foi uma atitude de repúdio a falta de diálogo da prefeitura com a classe”, justificou.

A petista, no entanto, questionou se o movimento tinha dúvidas sobre o apoio de vereadores as suas reivindicações. Dentre elas estão a exigência de cumprimento do investimento de 1% da receita líquida do município em ações da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), além do pagamento de projetos do Fmic e Fomteatro pendentes desde o ano passado. “Foi uma falta de respeito, pois estão descarregando a indignação no lugar errado”, pontuou, relembrando que a oposição tem indicativo de não votar projetos do Executivo até a reabertura de diálogo com os artistas.

Luiza Ribeiro (PPS), que preside a Comissão Permantente de Cultura da Casa de Leis, defendeu a atitude considerada por ela como “maneira de demonstrar indignação e chamar atenção para a crise na cultura”. Já Chiquinho Telles (PSD) ressaltou que o descontentamento não deve ser com a Câmara, mas com a Prefeitura.

Como solução ao dilema o presidente da Casa de Leis, Mario Cesar (PMDB), voltou a cobrar que o prefeito Gilmar Olarte (PP) e a equipe esclareçam as reais prioridades do Executivo diante da redução de receitas do município. “Estamos chegando no limite. Precisamos saber a real situação financeira e quais as prioridades. Porém parece que não é prioridade do prefeito, neste momento, a cultura que vive uma sucessão de equívocos”.

Vanderlei Cabeludo (PMDB), proponente do evento, pontuou que o momento não era mesmo de comemorar diante da paralisação de ações culturais na Capital. Ele ainda aproveitou a ocasião para pedir aos artistas que “reclamem mesmo” para que o segmento possa retomar suas atividades.

Ainda que ofuscada pela manifestação, a sessão solene homenageou 57 artistas do teatro, dança, música e artesanato.

Para a cantora Delanira Pereira Gonçalves, a Delinha, a ação demonstra o reconhecimento dos talentos “desde os mais antigos até a gurizada que veio agora”. Ela, que já recebeu a homenagem anteriormente, disse ter ido mesmo para prestigiar os amigos.




O artista Jorge de Barros, esse sim é um cidadão sem cultura! Falta de respeito com quem se honra em receber um diploma das mão de uma(o) Vereadora(o).
 
Beto em 09/04/2015 08:33:53
"Toda manifestação é livre e válida, desde, é claro, que não seja contra o meu partido ou contra atitudes de algum dos meus correligionários."

Os artistas sabem dos problemas que enfrentam.
Os políticos, infelizmente não sabem, ou não querem ficar sabendo, dos problemas que causam. Isso é terra brasilis.
 
Rodney em 09/04/2015 08:21:59
Não foi uma manifestação legítima. Acaso desejasse manifestar sua indignação, poderia ter recusado o prêmio e não comparecido. Ao rasgar o diploma demonstrou o seu descaso com a apreciação por seu trabalho ou talento, passando a impressão de que "se acha" e que não precisa do reconhecimento alheio. Tanto é que os outros artistas não seguiram o seu exemplo.

Ao generalizar os vereadores como "hipócritas" acabou ofendendo não só os que não se interessam pela cultura, mas também aqueles que a apoiam (a cultura). Acaso os vereadores fossem totalmente insensíveis à situação dos artistas, não teriam criado essa homenagem.
 
Guilherme Arakaki em 08/04/2015 20:28:43
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