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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

17/05/2011 23:22

Azambuja quer saber para quem empresa de Palocci prestava serviços

Paulo Fernandes
Líder da bancada do PSDB, Duarte Nogueira, concede entrevista após protocolo do documento; Azambuja observa (Foto: divulgação)
Líder da bancada do PSDB, Duarte Nogueira, concede entrevista após protocolo do documento; Azambuja observa (Foto: divulgação)

Uma comissão do PSDB protocolou nesta terça-feira, no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Fazenda, um pedido de esclarecimentos sobre eventuais investigações relativas a transações bancárias realizadas pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ou pelas empresas das quais ele é sócio.

Vice-líder do PSDB, o deputado federal sul-mato-grossense Reinaldo Azambuja considerou frágeis e inconsistentes as informações oferecidas pelo ministro e quer saber, para quem a empresa prestava serviços, quais eram os serviços prestados e se os clientes tinham negócios ligados ao Governo.

Azambuja afirmou que o grupo de tucanos quer, mais do que nunca, explicações plausíveis, que sejam dadas pelo próprio ministro.

“Não podemos esquecer que a Casa Civil já foi palco de outros escândalos escabrosos de trafico de influência e corrupção. A operação abafa do Governo não pode prosperar sobre a inteligência e paciência do povo brasileiro”, afirmou o deputado tucano.

Em e-mail a senadores, a Casa Civil argumenta que Palocci agiu dentro da lei ao montar a consultoria para prestar serviços na área econômico-financeira e cita um levantamento recente que mostra que 273 parlamentares são sócios em algum tipo de empreendimento.

Palocci afirma que a consultoria Projeto lhe rendeu o enriquecimento suficiente para comprar um imóvel de mais de R$ 6 milhões em São Paulo.

A denúncia do jornal Folha de S. Paulo é de que o patrimônio do ministro cresceu 20 vezes nos últimos quatro anos.



De certo, o que deve ser esclarecido é a natureza do serviço prestado. O que nos parece é que deve ser o fornecimento de informações ou encaminhamento dos clientes a determinados setores do governo via informações privilegiadas, o que, deveria ser considerado crime. Para evitar tais "consultorias" que devem ser bastante usadas e consideradas normais pela classe política, deveria haver algum termo de compromisso ou mesmo a restrição destes senhores a montar empresas de consultoria economico fenanceira, a estabelecer sociedades ou mesmo exercer cargos, após a ´passagem por orgãos do executivo ou do legislativo, em empresas privadas, de quaisquer natureza, ou ainda, uma atenta e efetiva fiscalização na evolução patrimonial destes senhores e pessoas do seu relacionamento.
 
Carlos Alberto Andrade de Araujo em 22/05/2011 02:24:52
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