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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

10/06/2011 16:09

Câmara de Vereadores de Figueirão tem maior custo per capita em MS

Marta Ferreira

O menor em população e o mais novo município de Mato Grosso do Sul, Figueirão, criado em 2003, há 8 anos, é o que tem o Legislativo que mais pesa no bolso do cidadão. Para manter os nove vereadores do Município, o gasto é estimado em R$ 250,09 por morador, com base no ano de 2009. Figueirão tem 2.928 habitantes.

O dado consta de relatório elaborado pela ONG (Observatório Social de Campo Grande), criada este ano com a promessa de fiscalizar e analisar os gastos públicos municipais.

Em Figueirão, o baixo número de moradores ajuda a explicar porque os vereadores ficam tão caros para os moradores, uma vez que o número, 9, é o mesmo para cidades que tem porte um pouco maior. Apesar de ser nova, a Câmara de Vereadores da cidade funciona em prédio próprio, construído entre 2007 e 2010.

Do outro lado-O relatório coloca Campo Grande no lugar oposto ao de Figueirão. A maior cidade, com 786 mil habitantes, tem o menor gasto per capita anual para manter os vereadores. Em 2009, o valor foi de R$ 38,22.

O documento aponta ainda gastos com educação e saúde, setores essenciais na sociedade, revela disparidades e surpresas.

O município com maior gasto per capita em saúde, em 2009, foi Jateí, com R$ 869,97. O segundo maior valor foi encontrado em Jateí, de R$ 869,97.

Nesse item, Campo Grande aparece com investimento per capita de R$ 599.

Na educação, Taquarussu tem o maior investimento, de R$ 885,39 no ano de 2009. O menor valor foi o de Aquidauana, apenas R$ 137.

A cidade também aparece no relatório como a detentora do orçamento per capita mais baixo, de R$ 661. O orçamento por morador mais alto no período foi o de Jateí, de R$ 4.187,18.

Vereadores de Figueirão em frente à sede inaugurada no ano passado; custo de mais de R$ 200 reais por morador no ano.Vereadores de Figueirão em frente à sede inaugurada no ano passado; custo de mais de R$ 200 reais por morador no ano.

Transparência- O Observatório Social de Campo Grande reúne cerca de 40 entidades. O presidente da entidade, Hugo de Oliveira, explicou que os números são oriundos da Secretaria do Tesouro Nacional. Para ele, é a oportunidade de cada cidadão conhecer a realidade da aplicação dos recursos em seu município, principalmente na saúde, na educação e no legislativo. “Daí a conscientização de cada um exercer sua cidadania no controle social, ou seja, cada cidadão fazendo o controle dos gastos públicos”.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está entre os entidades que integram o Observatório.

Para o presidente da Ordem no Estado, Leonardo Duarte, o acompanhamento permite ao cidadão conhecer melhor o aparato por trás das contas públicas. “E assim vamos poder ampliar e acelerar ainda mais o processo de cidadania fiscal nas cidades e contribuir significativamente para melhorar a qualidade da aplicação dos recursos públicos, ação necessária para se alcançar a verdadeira justiça social”.

Os dados podem ser conferidos no site da OAB, no endereço



Sr. Wilson José, você deve estar com dor de cotovelo, com inveja e mora num grande centro urbano. Sou contra a corrupção, mas com qualidade de vida.
 
Jéssika Alves em 12/06/2011 08:21:24
Confesso que mesmo ao 'preço' de R$ 250,00 per capita, os moradores de Figueirão ainda têm o que comemorar: Lá o Legislativo é atuante. Lá os vereadores quando entendem que o executivo merece apoio, eles dão. Porém quando entendem que merece críticas, elas são implacáveis. Sr. Getúlio que o diga!!!
Já em Campo Grande, o valor de R$ 38,22 per capita é caríssimo e sabem por quê?
Porque calculando este valor pelo total de habitantes, obtém-se um valor muito alto e totalmente incompatível com a 'produtividade' do legislativo. Nossos vereadores (a meu ver) não passam de 'espantalhos'. Além de ser obrigado a conviver com a incapacidade e incompetência dos gestores da capital, sou também obrigado a 'engolir' o silêncio e a leniência do Legislativo com a ineficiência e a inaptidão. Isto me apavora. Logo, por sua total inoperância, a nossa Câmara é mais onerosa que a de Figueirão, mesmo se fosse ao custo de um centavo por morador.
Parabéns aos habitantes de Figueirão.
 
Juvenal Coelho Ribeiro em 10/06/2011 11:16:32
Vem mais vereadores na próxima legislatura!!! no minimo mais 100 vereadores.
 
Paulo neves em 10/06/2011 06:59:51
falam em reforma politica mas a coisa continua do mesmo jeito, como pode um lugar con tão poucas pessoas virar municipio, vai arecadar oque, isso é trampolim para a corrupção por que os politicos desse municipio não vão fazer nada para o desenvouvimento do lugar, mas vão receber muito dinheiro, e ainda não vai ser suficiente.
 
wilson jose pereira junior em 10/06/2011 05:30:05
falam em reforma politica mas a coisa continua do mesmo jeito, como pode um lugar con tão poucas pessoas virar municipio, vai arecadar oque, isso é trampolim para a corrupção por que os politicos desse municipio não vão fazer nada para o desenvouvimento do lugar, mas vão receber muito dinheiro, e ainda não vai ser suficiente.
 
wilson jose pereira junior em 10/06/2011 05:29:47
O pior não é o custo, mas sim a inutilidade dessas câmaras de vereadores e demais órgãos legislativos, pois só servem para desvio de verbas sem qualquer benefício à população. Basta analisar a situação financeira deles quando entram (quebrados) e, em apenas um ano depois, já estão abastados. Justifica a briga para entrar.
Isso é o Brasil. Até quando?
 
Lindomar Vilela em 10/06/2011 04:49:10
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