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Cidades

Preso em MS, Marcinho VP se irritou com trégua entre Comando Vermelho e PCC

Familiares do traficante são alvos de operação da Polícia do RJ nesta 4ª feira

Por Aline dos Santos | 11/03/2026 08:49
Preso em MS, Marcinho VP se irritou com trégua entre Comando Vermelho e PCC
Márcio dos Santos Nepomuceno em entrevista para programa da TV Record em 2018. (Foto: Reprodução)

Megaoperação deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mostra que Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande desde janeiro de 2024, se irritou com a negociação de trégua entre CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).

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Marcinho VP, líder do Comando Vermelho preso na Penitenciária Federal de Campo Grande desde janeiro de 2024, demonstrou insatisfação com as negociações de trégua entre sua facção e o PCC, ocorridas em fevereiro de 2025. Segundo investigações, ele não foi consultado sobre o acordo, apesar de ocupar posição central como presidente do Conselho Permanente.A Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, revelou que familiares do criminoso, incluindo sua esposa Márcia Gama e seu sobrinho Landerson, exercem papéis importantes na estrutura da organização, atuando como intermediários entre lideranças e operadores. Ambos encontram-se foragidos.

O possível acordo de paz entre as maiores facções criminosas circulou em fevereiro de 2025, quando Marcinho já estava na prisão em Mato Grosso do Sul. Contudo, conforme reportagem do Metrópoles, a liderança do CV continuaria exercendo influência por meio de intermediários.

“A reação de Marcinho VP, no entanto, foi de irritação. Segundo os investigadores, o líder do CV não teria sido consultado previamente sobre a negociação, apesar de ocupar posição central na estrutura da facção. O inquérito descreve Marcinho VP como presidente do Conselho Permanente do Comando Vermelho, responsável por decisões estratégicas da organização”, informa o Metrópoles.

A tratativa de acordo com o PCC era negociada por Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca da Penha e apontado como a “1ª Voz das Ruas”, responsável por executar decisões da cúpula e articular as operações nas comunidades.

A trégua buscava afrouxar as regras do Sistema Penitenciário Federal e compartilhar a chamada rota caipira, que se estende da Bolívia ao Porto de Santos, passando por Mato Grosso do Sul.

Nesta quarta-feira (dia 11), policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro deflagraram a Operação Contenção Red Legacy, que mira a estrutura nacional do Comando Vermelho, organização criminosa com características de cartel.

A investigação identificou a participação direta de familiares de Marcinho VP no funcionamento da engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos.

Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é um sobrinho de Marcinho VP, identificado apenas como Landerson. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Márcia e Landerson estão foragidos.

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