Caravina entra no top 10 nacional de vaquinhas eleitorais e arrecada R$ 173 mil
Arrecadação coloca deputado à frente de Deltan, Erika Hilton e Nikolas Ferreira

O deputado estadual Caravina (PSDB) aparece entre os dez políticos que mais arrecadaram por financiamento coletivo na plataforma QueroApoiar para as eleições de 2026. Até a tarde desta quarta-feira (19), a campanha do parlamentar de Mato Grosso do Sul somava R$ 173.370, valor que o colocava na 9ª posição do ranking nacional da plataforma.
RESUMO
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O deputado estadual Caravina (PSDB) figura entre os dez políticos que mais arrecadaram por financiamento coletivo na plataforma QueroApoiar para as eleições de 2026, com R$ 173.370 captados, ocupando a 9ª posição nacional, à frente de nomes como Deltan Dallagnol e Erika Hilton. Em Mato Grosso do Sul, o parlamentar lidera com folga, concentrando 48,5% do total arrecadado no estado pela plataforma.
A colocação põe Caravina à frente de candidatos com projeção nacional. Logo abaixo dele aparece Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná, com R$ 162.995. Mais adiante, Erika Hilton aparece na 22ª posição, com R$ 71.390.
Outro nome conhecido nacionalmente, Nikolas Ferreira, candidato a deputado federal por Minas Gerais, tinha R$ 58.944,22 arrecadados e 2.121 doadores na mesma plataforma no momento da consulta.
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No topo do ranking da QueroApoiar estava Renan Santos, candidato à Presidência, com R$ 1,247 milhão, seguido por Marcel van Hattem, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, com R$ 722,7 mil. Depois aparecem Jones Manoel, com R$ 558 mil, Rodrigo Spada, com R$ 463,9 mil, e Kim Kataguiri, com R$ 213,1 mil.
Arrecadado em MS - Entre os candidatos de Mato Grosso do Sul cadastrados no levantamento, Caravina também ocupa com folga a primeira posição. Em seguida aparece o delegado André Matsushita (PP), candidato a deputado federal, com R$ 69.490. O terceiro é Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com R$ 23.848,13.
A lista consultada pela reportagem reúne 39 campanhas vinculadas a Mato Grosso do Sul, que somavam aproximadamente R$ 357,5 mil. Desse montante, Caravina sozinho concentrava cerca de 48,5%. O
Depois dos três primeiros aparecem João Henrique Catan (Novo), candidato ao Governo, com R$ 16.088; André Salineiro (PL), com R$ 12.900; Gleice Jane (PT), com R$ 11.768,33; Vander Loubet (PT), com R$ 11.125; Wagner Higa (PL), com R$ 6.806; Ton Borges (Novo), com R$ 6 mil; e Soraya, com R$ 4.824.
Na outra ponta, quatro campanhas apareciam ainda sem arrecadação na plataforma: Prof. Léo, Professora Eugenia Portela, Marcos Pollon e Wesley Dias.
Valor predominante - A página de transparência de Caravina registra 288 doações, que juntas chegam aos R$ 173.370 informados pela plataforma. O ranking, por sua vez, informa 151 apoiadores, o que mostra que uma mesma pessoa pode ter feito mais de uma contribuição.
Levantamento feito pela reportagem sobre os 288 registros, sem considerar ou divulgar a identidade dos doadores, mostra que o Pix foi a principal forma de pagamento. Foram 154 operações, equivalentes a 53,5% do total. Outras 113 doações, ou 39,2%, foram feitas por cartão de crédito, e 21, equivalentes a 7,3%, por boleto.
Também há forte concentração nos valores das contribuições. R$ 600 aparece em 180 das 288 doações, ou 62,5% de todas as operações. Somadas as contribuições entre R$ 600 e R$ 1 mil, elas representam quase 81% dos registros.
A doação média ficou em aproximadamente R$ 602, enquanto a mediana, valor que divide as contribuições ao meio, foi exatamente de R$ 600. Os registros variam de R$ 20 a R$ 1 mil. A própria página de transparência informa que os dados de cada contribuição são publicados para atender às regras eleitorais.
No texto usado para apresentar a campanha de arrecadação, Caravina relaciona as contribuições à continuidade de sua atuação política e cita como prioridades o municipalismo, segurança pública, saúde e desenvolvimento dos municípios. A descrição afirma que a vaquinha representa “confiança, parceria e a força de pessoas que acreditam em um projeto coletivo”.
O financiamento coletivo passou a integrar as formas permitidas de arrecadação eleitoral após a reforma de 2017. Para as eleições de 2026, as empresas que oferecem o serviço precisam ter cadastro deferido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e cumprir regras de identificação do doador, divulgação dos valores, emissão de recibos e comunicação das contribuições à Justiça Eleitoral.
A QueroApoiar está entre as empresas que tiveram cadastro aprovado para atuar nas eleições deste ano. O próprio TSE faz, porém, uma ressalva importante: a autorização significa que a empresa entregou as informações e documentos exigidos pela legislação, mas não funciona como chancela sobre a idoneidade ou sobre os procedimentos e sistemas utilizados pela plataforma.
O eleitor pode contribuir por Pix, boleto ou cartão de crédito. Atualmente, a empresa informa cobrança de 1,99% sobre doações por Pix e boleto e de 3,38% no cartão, além da taxa de adesão paga por quem cria a campanha.
Pelas regras eleitorais, a plataforma também precisa identificar cada doador, informar valor, meio e data de pagamento, emitir recibo e manter uma relação pública das contribuições. Os dados das doações devem ainda ser enviados à Justiça Eleitoral e lançados individualmente na prestação de contas das candidaturas.
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