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Política

Cardiologista é escolhido por Bolsonaro como ministro da Saúde

Marcelo Queiroga é defensor do distanciamento social e não crê em tratamento precoce

Por Nyelder Rodrigues | 15/03/2021 18:34
Marcelo Queiroga, presidente da SBC e escolhido para o Ministério da Saúde (Foto: Ascom/SBC)
Marcelo Queiroga, presidente da SBC e escolhido para o Ministério da Saúde (Foto: Ascom/SBC)

Presidente da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), Marcelo Queiroga foi escolhido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), como o novo ministro da Saúde. Ele assume o posto no lugar do militar Eduardo Pazuello.

Queiroga será o quarto nome a assumir a pasta desde o início da pandemia, comandada desde maio do ano passado por Eduardo Pazuello. Antes, o ministério foi comandado por Nelson Teich e pelo sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta.

O novo ministro se reuniu com Bolsonaro na tarde desta segunda-feira (15) após a negativa da também cardiologista Ludhmila Hajjar, que alegou "motivos técnicos" para não assumi o comando da pasta responsável pela saúde pública.

Paraibano, Queiroga é muito respeitado no setor. No combate ao coronavírus, defende o distanciamento social e não acredita em tratamento precoce, dois pontos em que diverge dos bolsonaristas e do próprio presidente.

Contudo, Queiroga é considerado uma pessoa com jogo de cintura para construir uma política de saúde que possa funcionar contra a pandemia, sem contrariar suas convicções, conforme relatam interlocutores dele.

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