Com 13 trocas na Alems, PL e Republicanos saem fortalecidos de janela partidária
Uma das mudanças importante é que a bancada federal ficou sem representantes do PSDB
Os 30 dias da janela partidária deste ano terminam nesta sexta-feira (3) com muitas movimentações para acomodar base do governador Eduardo Riedel (PP).
RESUMO
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A janela partidária de 30 dias encerrou nesta sexta-feira (3) em Mato Grosso do Sul com intensa movimentação política. Na Assembleia Legislativa, 13 dos 24 deputados estaduais trocaram de partido. O PL tornou-se a maior bancada, com sete cadeiras, enquanto o MDB e o PSDB encolheram. Na bancada federal, o PSDB ficou sem representantes na Câmara. O vice-governador Barbosinha migrou para o Republicanos, viabilizando sua permanência na chapa de reeleição de Riedel.
Na Assembleia Legislativa, dos 24 deputados estaduais, 13 trocam de legenda no período em que as mudanças podem ser feitas sem risco de perda de mandato. As trocas na bancada federal aconteceram apenas na Câmara dos Deputados, que ficou sem representantes tucanos.
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O período consolidou os partidos que irão compor o arco de aliança do grupo do governo. Além do PL, comandado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, do Progressista, liderado pela senador Tereza Cristina, o Republicanos assumiu papel importante para acomodar aliados.

Assembleia Legislativa
O PL, comandado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), se tornou o maior partido da Casa de Leis. A legenda começou a janela com três parlamentares e terminou com sete cadeiras, assumindo o lugar de protagonismo antes ocupado pelo PSDB. A primeira mudança do partido foi a saída do deputado estadual João Henrique Catan, que se filiou ao Novo para assumir a oposição e disputar o governo de Mato Grosso do Sul.
Mesmo com a perda de uma cadeira, o PL ganhou mais cinco deputados. Destes, três saíram do ninho tucano: Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira. A legenda também recebeu a filiação do deputado estadual Márcio Fernandes, que saiu do MDB. O partido ainda recebeu de volta o deputado estadual Lucas de Lima, que havia se filiado ao PL no ano passado, mas deixou a legenda após o PDT reivindicar a vaga na Assembleia. A bancada se completa com os deputados Carlos Alberto David dos Santos, o Coronel David, e Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, que permaneceram no PL.
O Republicanos foi a legenda que mais cresceu na janela partidária, saindo de uma cadeira para quatro. Além do deputado Antônio Vaz, que comandava a sigla em Mato Grosso do Sul, o partido ganhou os deputados Pedro Pedrossian Neto, Renato Câmara e Roberto Hashioka, que deixaram o PSD, MDB e União Brasil, respectivamente.
A federação entre o União Brasil e o PP aparece na sequência com quatro deputados. O PP, que já tinha o presidente da Casa, deputado Gerson Claro, e o líder do governo, deputado Londres Machado, ganhou a cadeira ocupada por Jamilson Name. O ex-tucano chegou a anunciar a permanência no PSDB, após um pedido de Reinaldo, mas se filiou ao PP na tarde desta quinta-feira (3), a pedido do governador. Já o União Brasil segue com um representante, o deputado Rinaldo Modesto, que deixou o Podemos.
Já o ninho tucano terminou a janela com metade do tamanho, formado por três deputados. Os deputados Pedro Caravina e Lia Nogueira foram os únicos que permaneceram no PSDB. A terceira cadeira foi ocupada pelo deputado Paulo Duarte, que deixou o PSB, partido que não terá chapa de estadual e federal nesta eleição.
Na reta final do prazo eleitoral, o deputado estadual Lidio Lopes, que estava sem partido desde o fim do Patriota em 2023, se filiou ao Avante. O parlamentar assume a presidência da legenda e garante que formará chapa para disputa de vagas na Assembleia e Câmara dos Deputados.
O MDB foi o partido que mais se desidratou na janela partidária. Com a saída de Márcio Fernandes e Renato Câmara, o partido liderado pelo ex-governador André Puccinelli (MDB) ficou com apenas um representante na Casa de Leis, o deputado Junior Mochi (MDB). O único partido que não teve mudanças foi o PT. A legenda segue com os três deputados Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane.
Bancada federal
As movimentações na bancada federal só se concretizaram na reta final da janela partidária, com a debandada no ninho tucano. Na última semana de março, o deputado federal Beto Pereira abriu a porta do ninho tucano e foi o primeiro a deixar o PSDB. Mesmo com a perda de uma das cadeiras, os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende chegaram a anunciar que permaneceriam no partido.
Três dias depois da saída de Beto, o deputado federal Dagoberto desistiu e anunciou a filiação ao PP. Com a mudança, o partido que tinha apenas o deputado federal Luiz Ovando passou a ter dois representantes. O deputado federal Geraldo Resende foi o último a deixar o ninho tucano. Na quarta-feira (1º), o parlamentar confirmou a filiação ao União Brasil, fortalecendo a federação União-Progressista.

Já no Senado, não houve movimentações. A senadora Soraya Thronicke ameaçou deixar o Podemos para disputar a reeleição pelo PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas a troca não se concretizou. "O Podemos é o partido que me abriu as portas em 2023, com carinho, respeito e espírito de acolhimento — valores que sempre nortearam minha relação com a legenda", justificou em nota.
Governo
A acomodação partidária também chegou ao governo do Estado. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, se filiou ao Republicanos, que há dois anos tinha ingressado no PSD. A mudança viabiliza Barbosinha a continuar no cargo na chapa de reeleição, garantindo espaço a um dos partidos aliados ao grupo de Riedel.
O ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, seguiu os mesmos passos de Barbosinha, deixando o PSD para ingressar no Republicanos. Porém, o destino final veio depois de uma mudança de rota. O ex-secretário, que deixou o governo nesta quarta-feira para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, já havia anunciado que iria se filiar ao Partido Progressista.
A desistência se confirmou após a filiação dos deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, que deixaram o ninho tucano e se filiaram ao PP e ao União Brasil, respectivamente. A mudança acabou inchando a chapa da federação UP (União Progressista), deixando pouco espaço para novos nomes.
As trocas de partido também chegaram a outros nomes que faziam parte do primeiro escalão do governo e se desincompatibilizaram para disputar a eleição. O ex-titular da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), Marcelo Miranda, deixou o ninho tucano e se filiou ao PP de Riedel.
Já ex-secretária de Cidadania de Mato Grosso do Sul, Viviane Luiza, fez o movimento contrário: oficializou sua saída do PP e filiação ao PSDB, em meio ao cenário de disputa interna por espaço dentro da federação União Progressista, considerada “inchada” para a disputa das eleições de 2026.
O ex-secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, que deixou o governo no final do ano passado, saiu do MDB depois de 34 anos dentro do partido. Rocha se filiou ao PSDB na reta final da janela para disputar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa.
A janela partidária ainda concretizou a despedida da ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, da política sul-mato-grossense. Além de mudar o domicílio eleitoral para disputar uma vaga do Senado por São Paulo, Simone também deixou o MDB e se filiou ao PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin.
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