Brasil e Paraguai estão a menos de 50 metros de conexão por ponte na Bioceânica
Do alto, imagem mostra que falta apenas trecho de cerca de um minuto de caminhada para conclusão da obra

Na contagem regressiva para a inauguração no segundo semestre, faltam só 46 metros, ou cerca de um minuto andando sem pressa, para a conclusão da estrutura central da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que integra a chamada Rota Bioceânica.
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A ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que integra a Rota Bioceânica, está a 46 metros de ter suas duas extremidades unidas. A estrutura liga Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, e faz parte de um corredor logístico que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A conclusão está prevista para agosto de 2026.
A informação foi verificada nesta quinta-feira (2), por meio de registros feitos por terra e por imagens aéreas. A ponte é uma das principais ligações físicas entre Brasil e Paraguai dentro do corredor logístico em construção em Mato Grosso do Sul.
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A obra faz parte de um projeto maior que pretende conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile por via terrestre, permitindo o escoamento de mercadorias até portos no norte chileno, no Oceano Pacífico. A proposta é reduzir distâncias e custos de transporte em relação às rotas tradicionais pelo Atlântico.
Os trabalhos na ponte estão temporariamente suspensos por causa do feriado da Semana Santa. As equipes devem retomar as atividades na segunda-feira (6), com foco na concretagem e no avanço da estrutura no trecho central sobre o rio. A previsão informada é de que a ligação entre as duas extremidades da ponte ocorra no início de maio.
A Ponte Internacional da Rota Bioceânica vai ligar Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. A previsão é que a estrutura principal seja concluída ao longo de 2026, entre o primeiro e o segundo semestre, com expectativa de entrega total da obra até agosto do mesmo ano.
A construção da ponte é executada pelo Consórcio PYBRA, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gomez. A fiscalização, no lado paraguaio, é feita por equipes de engenharia vinculadas ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações, o MOPC.
No lado brasileiro, continuam as obras de acesso à ponte, com a montagem de viadutos, pilares e vigas de concreto. Esses serviços são executados pelo Consórcio PDC Fronteira, sob responsabilidade do DNIT.
Já no território paraguaio, seguem os trabalhos de aterro hidráulico para construção de aproximadamente quatro quilômetros de acesso até a Ruta PY-15, rodovia que integra o traçado da Rota Bioceânica no Chaco


