ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, TERÇA  22    CAMPO GRANDE 26º

Política

Coordenador da campanha de Hélio Peluffo denuncia ameaças em Ponta Porã

Victor Almada recebeu mensagens para “pegar leve na política”, áudios e ligações feitas de número do Paraguai

Por José Cândido | 22/09/2026 09:53
Coordenador da campanha de Hélio Peluffo denuncia ameaças em Ponta Porã
Hélio Peluffo, candidato a deputado estadual, teve o coordenador-geral de sua campanha em Ponta Porã alvo de ameaças. (Arquivo pessoal)

O professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, coordenador-geral em Ponta Porã da campanha do ex-prefeito Hélio Peluffo, candidato a deputado estadual, procurou a Polícia Civil depois de receber mensagens, áudios e sucessivas ligações que interpretou como ameaças relacionadas à sua atuação política.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Coordenador de campanha eleitoral em Ponta Porã registrou boletim de ocorrência após receber mensagens, áudios e ligações com conteúdo intimidatório vindos de um número do Paraguai. Victor Almada, 57 anos, que atua na campanha do ex-prefeito Hélio Peluffo, relatou frases como "pegar leve na política" e referências a represálias. O caso foi enquadrado no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de ameaça.

Os contatos partiram de um número com código internacional do Paraguai. O caso foi registrado na noite de segunda-feira (21) como possível crime de ameaça. O responsável pelas mensagens ainda não foi identificado.

Segundo o boletim de ocorrência, os contatos começaram na sexta-feira (18) e continuaram durante o fim de semana. Victor Almada relatou que o interlocutor adotou comportamento intimidatório, fez várias ligações — algumas não atendidas — e enviou textos e áudios pelo WhatsApp.

Em uma das mensagens, o coordenador de campanha teria sido advertido a “pegar leve na política” para não sofrer “represália”. O autor dos contatos também teria escrito frases como “você nem sonha com quem está falando”, “amanhã vamos ver” e “o que vai passar contigo”.

Outra mensagem afirmava que Almada veria o que o interlocutor faria para que ele deixasse de “ser idiota”. As frases, acompanhadas de repetidas tentativas de ligação, aumentaram a sensação de medo e insegurança relatada pelo professor.

Referência ao crime

Victor Almada informou ainda ter recebido áudios nos quais o interlocutor teria empregado linguagem associada, segundo sua percepção, ao meio criminoso. Em uma das gravações, o coordenador seria “encaminhado para a disciplina”.

À polícia, Almada relatou participar ativamente da política e auxiliar uma campanha eleitoral. Ele acredita que as ameaças possam estar relacionadas ao trabalho desenvolvido na campanha de Hélio Peluffo, principalmente pelas referências diretas feitas pelo interlocutor à sua atuação política.

Apesar da suspeita, o professor afirmou não saber quem está por trás das mensagens nem ter condições de confirmar se o autor faz parte de alguma organização criminosa. A única informação disponível até o momento é que os contatos partiram, aparentemente, de uma linha telefônica do Paraguai.

Histórico de intimidação

A decisão de procurar a polícia também foi motivada por um episódio ocorrido durante uma campanha eleitoral anterior. Segundo Victor Almada, naquela ocasião ele sofreu grave intimidação praticada por homens armados.

Diante desse histórico, o coordenador decidiu não ignorar as novas ameaças. No boletim, declarou temer pela própria integridade física e pela segurança dos familiares.

Victor Almada entregou à Polícia Civil capturas de tela das conversas, registros das ligações e arquivos de áudio. O material deverá ser analisado na tentativa de identificar o usuário da linha estrangeira, esclarecer a motivação dos contatos e descobrir se outras pessoas participaram das ameaças.

A ocorrência foi enquadrada inicialmente no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de ameaça. A classificação poderá ser alterada caso a investigação encontre indícios de outros delitos.