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Política

Corregedor diz que "Tio Trutis" pode sofrer processo por quebra de decoro

Segundo o deputado federal do Pará, órgão da Câmara Federal age depois de ser provocado

Por Marta Ferreira | 12/11/2020 16:37
O corregedor da Câmara, Paulo Bergston, que conversou com o Campo Grande News sobre suspeitas contra o parlamentar Loester Trutis. (Foto: Divulgação)
O corregedor da Câmara, Paulo Bergston, que conversou com o Campo Grande News sobre suspeitas contra o parlamentar Loester Trutis. (Foto: Divulgação)

“Se a polícia terminar a investigação e provar, é passível sim de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar”.

A frase é deputado federal Paulo Bengston, corregedor da Câmara Federal, ao comentar a situação do deputado federal Loester Carlos (PSL), mais conhecido como “Trutis”, que está preso em Campo Grande. Processos desse tipo podem render cassação do mandato.

Trutis é investigado em inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) como suspeito de forjar atentado em fevereiro deste ano. Na época, declarou nas redes sociais que o carro dele foi alvejado na BR-060 e que revidou com tiros de pistola 380.

De lá para cá, vem cobrando investigações por parte da Polícia Federal. Hoje, acabou sendo alvo de busca e apreensão e preso por estar com arma sem registro. Conforme a reportagem apurou, é um modelo de uso restrito, configurando crime inafiançável.

O Campo Grande News levantou que o parlamentar vai ser submetido a exame de corpo de delito no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e depois levado para ficar em presídio.

Procurado pela reportagem, Bergston disse que não havia sido informado ainda da situação, mas explicou como a Corregedoria age. Segundo ele, é preciso uma provocação.

Pode ser de um parlamentar, um partido ou mesmo da Justiça”, declarou.

Segundo Bergston, pelas informações relatadas, cabe para o caso a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar, em se confirmando a suspeita de que Trutis fez uma armação para se fazer de vítima de atentado, ou ainda se houver determinação nesse sentido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O parlamentar, que antes era dono de lanchonete em Campo Grande, entrou para a política em 2018, na onda bolsonarista.  Foi eleito com 56 mil votos.

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