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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

27/04/2017 13:37

CPI do Táxi define membros e trabalhos começam na próxima semana

Comissão vai apurar os motivos de muitos alvarás estarem concentrados com determinadas pessoas ou grupos familiares e se as permissões foram corretamente destinadas

Richelieu de Carlo
Vereadores Francisco Carvalho, Junior Longo, Vinícius Siqueira, Jeremias Flores e Odilon de Oliveira. (Foto: Izaias Flores/CMCG)Vereadores Francisco Carvalho, Junior Longo, Vinícius Siqueira, Jeremias Flores e Odilon de Oliveira. (Foto: Izaias Flores/CMCG)

Estão definidos os cinco membros que compõem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai apurar irregularidades no serviço de táxi em Campo Grande. As nomeações foram anunciadas durante a sessão desta quinta-feira (27), na Câmara Municipal. Na próxima semana, acontecem as primeiras reuniões para definir o plano de trabalho.

O vereador Vinicius Siqueira (DEM) será o presidente da comissão. O parlamentar foi o responsável pelo pedido para a instauração da CPI durante sessão ordinária no dia 11 deste mês, e contou com o apoio de mais 18 colegas.

A relatoria ficará a cargo do vereador Odilon de Oliveira Junior (PDT). Os demais membros são os vereadores Junior Longo (PSDB), Francisco Carvalho (PSB) e Jeremias Flores (PT do B). Segundo Siqueira, a primeira reunião deve ocorrer na próxima semana.

A proposta da CPI do Táxi é apurar os motivos de muitos alvarás de permissão de exploração dos serviços estariam concentrados com determinadas pessoas ou grupos familiares e se as permissões foram corretamente destinadas.

No início de março, o presidente da Comissão solicitou à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a listagem completa com os nomes de cada um dos permissionários do serviço público. Com a lista em mãos, foi possível observar que muitas permissões estão concentradas nas mãos de poucas pessoas.

Dos 490 alvarás concedidos pelo poder público, 15,5% estão concentrados nas mãos de apenas dez pessoas. De acordo com o vereador, somente um destes detentores chega a possuir 29 permissões.

O vereador também chama a atenção para o grande número de mulheres titulares de alvarás, embora não seja comum que elas sejam avistadas na prática da atividade.

O prazo legal para a condução dos trabalhos da CPI é de 90 dias, prorrogáveis por mais 90.




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