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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

11/08/2015 15:26

Crise entre Dilma e Congresso deve atrasar ainda mais nomeações

Paulo Yafusso
Zeca diz que nomes foram definidos há vários meses (Foto: Arquivo)Zeca diz que nomes foram definidos há vários meses (Foto: Arquivo)

A crise política entre o Governo Federal e o Congresso poderá atrasar ainda mais a nomeação dos indicados para os cargos federais em Mato Grosso do Sul. Foram poucas nomeações até agora. Em abril, por indicação do PR, assumiu a superintendência do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) o engenheiro civil Thiago Carim Bucker, servidor lotado no Departamento em Brasília. E em junho, o advogado Yves Drosghic foi nomeado para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Já o sindicalista Gilmar Ribeiro da Silva, passou a responder pela chefia da Fundacentro (Fundação Jorge Drupat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho).

Como a indicação para o cargo no DNIT teria sido do ex-deputado Edson Giroto, que deixou o cargo de assessor no Ministério dos Transportes após a Operação Lama Asfáltica, há quem defenda a substituição dele. Tradicionalmente a função é exercida por integrantes do quadro do Departamento e se não for assim, há resistência dos trabalhadores do órgão. Mesma situação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Embrapa, Correios, que sempre são comandados por servidores do quadro.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) é um dos que acredita que as nomeações ainda vão demorar. Ele esteve hoje na Casa Civil e foi informado que a tendência é de que as trocas nos cargos federais só ocorram depois da presidente Dilma Roussef se acertar com o Congresso. Ele disse que em Brasília, dentro do próprio governo, se fala até em reforma ministerial. “Eu acredito que as nomeações só devem ocorrer depois de uns 60 dias”, afirmou Nogueira.

A expectativa do deputado federal Vander Loubet (PT) era diferente na semana passada. Para ele, nesta semana a Casa Civil definiria os nomes indicados pelos partidos aliados. Já o colega de partido, o deputado federal Zeca do PT, disse que os nomes já foram entregues há meses para o líder do governo Dilma no Senado, Delcídio do Amaral (PT). “Estão fazendo muita tempestade para pouco”, comentou Zeca, ao afirmar que os nomes indicados pelo Partido dos Trabalhadores foram tirados a partir de discussões com sindicalistas e servidores dos órgãos públicos federais. Várias vezes o Campo Grande News tentou falar com o senador Delcídio mas não conseguiu. A informação é de que ele tem estado muito ocupado depois que assumiu a função de líder do governo.

As informações são de que na lista analisada pela Casa Civil estão cerca de 40 nomes. Há quem acredite que cerca de 30% dos cargos continuem nas mãos dos atuais ocupantes. Mas o comando de alguns órgãos que estão com afilhados de políticos que já morreram como Nelson Trad e Ramez Tebet, deverão sofrer mudanças. É o caso da regional da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e do Núcleo de Saúde, órgão responsável por auditar a aplicação dos recursos federais da área da saúde. O primeiro foi indicação de Nelson Trad e o segundo de Ramez Tebet.

O cargo mais cobiçado pelos partidos é o de superintendente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde). PT, PMDB e PDT apresentaram indicações. A explicação para tando interesse é que o órgão é um dos que mais dispõe de recursos financeiros para aplicação em projetos importantes para os municípios, principalmente na área de saneamento básico. Um dos órgãos que não vem atraindo tanto a cobiça é o Incra, por estar ligado a uma área sensível que é a reforma agrária e que envolve muitos movimentos sociais.



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