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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

14/04/2015 14:37

Crise na produção de mandioca será debatida na Assembleia amanhã

Priscilla Peres
Deputado propôs uma reunião com o setor produtivos amanhã. (Foto: Marco Miatelo)Deputado propôs uma reunião com o setor produtivos amanhã. (Foto: Marco Miatelo)

A crise que afeta os produtores de mandioca do Estado, será tema de reunião amanhã (15), na Assembleia Legislativa. Há 15 dias, os trabalhadores do setor fazem paralisações e tentam chamar a atenção para o baixo preço pago pelo produto, que reduz a margem de lucro e dificulta a continuidade da atividade.

O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira, deputado Marcio Fernandes (PTdoB), solicitou reunião às 14h de amanhã, com o Governo do Estado, produtores do setor de mandiocultura, representantes da indústria e entidades ligadas ao segmento.

Os produtores alegam que atualmente, o custo de produção está em R$ 210 a tonelada e o preço mínimo R$ 170, enquanto o preço pago pelas fecularias está em torno de R$ 150. Eles querem que seja estabelecido o preço mínimo de R$ 0,55 centavos pelo grama da mandioca nas negociações. Atualmente, as fecularias pagam, aproximadamente, R$ 0,28 centavos pelo grama.

Segundo os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a área plantada de mandioca é superior a 30 mil hectares em Mato Grosso do Sul, colocando o Estado como 2º maior produtor de mandioca do país, sendo a maior parte destinada à produção de fécula.

Mato Grosso do Sul possui 20 fecularias que produzem em média 130 mil toneladas por ano. No entanto, o valor pago por elas não tem sido suficiente para cobrir as despesas com o custo da produção, ameaçando o futuro da cultura de produção de mandioca. Para o proponente da reunião, este setor envolve uma importante parcela da economia do Estado, e consequentemente milhares de famílias. “No Brasil, aproximadamente de um milhão de famílias tem o cultivo de mandioca como fonte de subsistência e de renda, sendo oito mil delas no nosso Estado”, explica Marcio Fernandes.




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