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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

23/07/2017 16:36

Deputados aguardam mudanças eleitorais para definirem futuro em 2018

Voto distritão e fim das coligações proporcionais vão entrar em pauta no Congresso, no segundo semestre

Leonardo Rocha
Deputados admitem que mudanças nas regras, pode mudar as articulações para o ano que vem (Foto: Victor Chileno/ALMS)Deputados admitem que mudanças nas regras, pode mudar as articulações para o ano que vem (Foto: Victor Chileno/ALMS)

Os deputados aguardam eventuais mudanças nas regras eleitorais, como fim das coligações proporcionais e voto "distritão", para definirem seus respectivos futuros políticos em 2018. Estas alterações podem influenciar em troca de legenda ou até busca por alianças com outros partidos.

Eduardo Rocha (PMDB) ressaltou que no voto "distritão" são eleitos os mais votados, deixando de existir o sistema de legenda, para definir os deputados e vereadores. "Será uma campanha difícil, sem recursos, em que aqueles que tem base eleitoral e votos vão sair na frente, mas terão que correr atrás, gastar muita sola de sapato".

O peemedebista ainda ponderou que o "fim das coligações proporcionais" fortalecem os partidos mais estruturados, que já possuem bons quadros, enquanto que aos menores, vai ficar mais difícil conseguir eleger. "Se for só esta mudança, quem não tiver um grupo bom de votos, não vai ter representante eleito".

O deputado Coronel David (PSC) disse que sua meta é buscar a reeleição no ano que vem, porém admitiu que mudanças nas regras eleitorais, podem mudar o planejamento dos políticos. "Se acabar por exemplo as coligações proporcionais, tenho que repensar se continuo no partido (PSC), ou busco novos ares, até para ter condições de ser eleito".

David diz que a intenção inicial é fortalecer a legenda, que pretende ter candidato próprio ao governo estadual, para abrir palanque ao deputado federal, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), provável candidato a presidente. "Este é o nosso objetivo para 2018, mas devo admitir que algumas mudanças (regras), pode alterar o plano".

Já Zé Teixeira (DEM) alega que mesmo com as alterações, não pretende mudar de legenda. "Se ficar proibido as coligações (proporcionais), os partidos maiores sairão na frente, mas nada impede de fortalecermos o nosso (DEM), trazendo políticos e lideranças que estão sem espaço nas outras legendas".

Análise - Para o professor e cientista político, Eron Brum, o Brasil precisa de uma reforma política ampla e completa e que eventuais mudanças esporádicas, não vão surtir efeito. "O País não precisa de mais um ou outro remendo, estas novas regras precisam ser bem discutidas no mínimo com os representantes da sociedade civil".

O professor lembra que sempre após uma "crise política", existe um movimento para alterar algumas regras, mas sem mudanças profundas. "Neste momento de denúncias e um Congresso comprometido, vejo com desconfiança mudanças pontuais, mas reconheço que o sistema atual de legenda é uma aberração, elegem pessoas com poucos votos".

Articulação - Depois da discussão da "lista fechada", deputados de partidos como PMDB e PSDB começam a se articular para incluir no texto final da reforma política, que está na Câmara Federal, o fim das coligações proporcionais e o "distritão", onde se elege quem tem mais votos.

A intenção destes parlamentares é apresentar o "distritão" em agosto, na volta do recesso e já iniciar a discussão no plenário da Câmara. Atualmente as eleições no legislativo permitem coligações proporcionais, com lista aberta, sendo eleito aqueles que atingirem com o quociente eleitoral, pelo sistema de legenda.



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