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Política

Deputados discutem decreto que não saiu e cobram respostas

Minuta que circula nos grupos de aplicativo de conversa ganhou apelo na Assembleia Legislativa

Por Gabriela Couto | 10/03/2021 12:06
Presidente da Mesa, Paulo Corrêa (PSDB), durante a sessão desta quarta-feira (10) (Foto Luciana Nassar)
Presidente da Mesa, Paulo Corrêa (PSDB), durante a sessão desta quarta-feira (10) (Foto Luciana Nassar)

Desde a noite de ontem (09), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), recebeu inúmeras ligações questionando a minuta do novo decreto de restrição de circulação da população no Estado. O texto ainda não foi publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) e mesmo não sendo oficial, foi tema de discussões entre os deputados estaduais na sessão desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa.

A líder do governo na Casa de Leis, deputada Mara Caseiro (PSDB), afirmou que o texto que está circulando nos grupos de aplicativo de conversa não é verdadeiro. “Temos que desmistificar esse decreto que é falso. Ainda não foi publicado. O texto está sendo estudado e construído com toda a equipe do governo”, afirmou.

Conforme Mara, o governador vai definir algumas restrições para evitar um colapso na saúde. “Não vamos fechar tudo, mas temos que ter algumas restrições para fazer com que essa curva pare de crescer, se estabilize e nossos leitos sejam suficientes para que ninguém morra esperando leito como vemos em outros estados.”

O tema foi colocado em discussão pelo deputado estadual Herculano Borges (Solidariedade) que disse ter cobrado do chefe do Executivo o cumprimento da lei federal e estadual que estabelecem cultos e celebrações religiosas como atividades essenciais. Esses encontros não estavam incluídos na minuta que está circulando.

Para o deputado José Almi (PT) a culpa de todo o caos na saúde do Brasil é do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). “Se o presidente da República tivesse ouvido lá atrás o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, a OMS (Organização Mundial de Saúde), se tivesse se preparado para a chegada da vacina e compra à altura de imunizar o povo brasileiro, nós não estávamos precisando desse decreto. Infelizmente não tem outra saída. Eu aconselho todos os católicos, evangélicos a rezar em casa. O que já perdemos de vida de pastores, por conta dessa pandemia, porque estavam em templos lotados”, destacou.

O petista aproveitou para dar uma alfinetada no bolsonarista da Assembleia. “A culpa desse crime é do presidente. Eu não sei, deputado Capitão [Renan] Contar (PSL), se o Bolsonaro quer incluir o covid na Reforma da Previdência, para diminuir o número de idosos”, disse Almi.

Renan Contar rebateu e culpou os mandatos anteriores do governo federal. “Se o governo petista não tivesse roubado os cofres públicos com tanta propina, construído estádios ao invés de hospitais, não estaríamos com falta de leitos”. Almi fez a tréplica e mandou recado. “Ih, começou a choradeira. Ano que vem nós nos encontramos”, se referindo a possibilidade do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva participar da corrida eleitoral contra Bolsonaro.

Já o outro petista Pedro Kemp cobrou postura dos prefeitos e do governo do Estado. “Eu acho que já vem tarde esse decreto que não foi publicado. Não sei o que o governo está esperando para tomar medidas mais restritivas. Estamos vivendo o pior momento da pandemia. É uma piada o que está acontecendo. Alguém tem que dizer aqui que temos um governo federal irresponsável. Era hora de pedirem o impedimento do presidente. Esse ministro da saúde  é um incompetente e irresponsável.”

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