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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

20/10/2011 09:13

Dinheiro para instalação de câmeras não poderá sair da conta do Município

Wendell Reis

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), publicou nesta quinta-feira (20) o veto parcial ao Projeto de Lei Complementar 304/2011, que acrescenta ao capítulo II, do título I da lei nº 2.909, de 28 de julho de 1992 (Código de Polícia Administrativa do Município), as seções I e II.

A Prefeitura vetou o artigo terceiro do projeto por considerá-lo contrário ao interesse público. O Executivo alega que embora o projeto estabeleça medidas de combate a criminalidade e ao bandidismo através de câmeras de vídeo, que auxiliarão na segurança do Município, o artigo terceiro da lei envolve despesas orçamentárias para custear a instalação dos equipamentos, o que não está previsto no orçamento vigente.

Ao vetar o parágrafo, o prefeito justificou que o artigo 15-0 menciona que o Poder Executivo Municipal poderá estabelecer parcerias com entidades públicas ou contratar empresa privada para instalar e operar o Sistema de Videomonitoramento, evitando que o Município retire dinheiro destinado a Saúde e Educação. O prefeito estima que a instalação das câmeras custe R$ 13 milhões.



Dinheiro para este projeto tem, seja em algum fundo em Brasília, Estado, Município ou parceria público-privada. Mas já estou vendo que se sair do papel não vai ser lá grande coisa devido à falta de interesse de quem deveria se empenhar de fato no caso. E outra, se estas câmeras não forem monitoradas 24h pela segurança pública não vejo o porquê de se instalar.
 
Wellington Sampaio em 20/10/2011 11:37:13
Sensação de segurança é gerada por falta de ação de bandidos, e bandidos gostam de agir na surdina, não quando estão sendo vigiados. Sistemas de vigilância eletrônica estão no mundo todo provando que em média diminuem 65% o incurso de ações criminosas nas áreas monitoradas. A questão social é inegável, mas as ações devem ser concomitantes: inclusão social, repressão, reeducação e reinserção.
 
João Augusto Sincetti em 20/10/2011 11:26:51
Sinceramente, na minha opinião, essa lei é para controle e não segurança. É o atestado de incompetência de um governo que não consegue dar boa educação, saúde e renda digna para que as pessoas não cometam crimes e aí, precisam monitorar as pessoas dessa forma, dando uma ilusão de segurança à população. [Campo Grande News, obrigado pelo espaço para comentários.]
 
Willian Jose em 20/10/2011 09:40:00
Acho que a decisão do prefeito é bastante acertada, pois se houvesse possibilidade de se arcar com esse custo, que é segurança e, portanto, obrigação do ESTADO, a própria prefeitura teria enviado a matéria, que veio do legislativo. A falta de sintonia da nossa Cãmara é visível, eles aprovam leis absurdas, porém, lindas aos olhos da população. E na sequência jogam a bomba pro prefeito.
 
Luan Matheus Filho em 20/10/2011 06:30:46
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