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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

01/08/2017 15:35

Dívida trabalhista do PT de MS é só o começo: montante supera R$ 5 milhões

Os valores devidos provêm de ações de ex-funcionários e condenações eleitorais de Zeca e Delcídio

Lucas Junot
Deputado federal, Zeca do PT assumiu a direção estadual do partido em julho deste ano (Foto: Câmara dos Deputados)Deputado federal, Zeca do PT assumiu a direção estadual do partido em julho deste ano (Foto: Câmara dos Deputados)

O PT (Partido dos Trabalhadores) de Mato Grosso do Sul deve R$ 5,5 milhões em ações trabalhistas e condenações judiciais em processos eleitorais que envolvem prestação de contas em campanhas eleitorais do atual presidente estadual e deputado federal da sigla, Zeca do PT e do senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT).

Nesta terça-feira (1º), seis dos oito funcionários demitidos do diretório estadual do PT no Estado foram à Assembleia Legislativa pedir apoio aos deputados estaduais petistas para receberem seus direitos trabalhistas. Eles acusam Zeca de intransigência, omissão e de sequer tê-los chamado para conversar sobre o pagamento dos valores devidos.

Conforme o Campo Grande News noticiou ontem (31), há um mês a nova diretoria – presidida pelo deputado federal Zeca do PT – demitiu um grupo de oito funcionários, alegando não ter recursos para manter o quadro, em função da suspensão do Fundo Partidário, que gerou perda de R$ 73 mil mensais ao diretório estadual. A sigla deve R$ 318 mil ao INSS, R$ 150 mil em recisões contratuais e mais R$ 120 mil referentes ao FGTS e multas, que deixaram de ser depositados em 2015, na gestão do ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi.

De acordo com a tesoureira da nova direção, Kátia Guimarães, alguns dos trabalhadores serviram o diretório por mais de dez anos e chegaram a ter os salários atrasados por três meses.

Funcionários demitidos do diretório estadual foram à Assembleia nesta terça-feira (1º) (Foto: Leonardo Rocha)Funcionários demitidos do diretório estadual foram à Assembleia nesta terça-feira (1º) (Foto: Leonardo Rocha)
Eles entregaram uma carta pedindo apoio dos deputados estaduais para receberem seus direitos trabalhistas (Foto: Leonardo Rocha)Eles entregaram uma carta pedindo apoio dos deputados estaduais para receberem seus direitos trabalhistas (Foto: Leonardo Rocha)

Contudo, nesta terça-feira (1º), o ex-presidente estadual do partido, Antônio Carlos Biffi lembrou que a suspensão do Fundo Partidário se deu justamente por falhas nas prestações de contas de Zeca e Delcídio, além de processos trabalhistas e condenações judiciais do novo presidente.

“É uma briga interna que eu não gostaria de comentar, mas o que posso dizer é que não recolhemos FGTS nos 16 meses em que estive à frente do partido porque já tínhamos perdido receita do Fundo Partidário em função de uma ação que remonta à campanha do Zeca em 1998, quando houve um acidente em Ponta Porã em que uma caminhonete carregada de rojões explodiu e feriu duas pessoas. O PT foi condenado a pagar R$ 500 mil. A falha na prestação de contas do Zeca em 2010 voltou a suspender o Fundo e o PT foi condenado a devolver mais R$ 1,3 milhão”, afirma Biffi.

“O problema não é má gestão dessa ou daquela diretoria, mas sim a origem das dívidas que o partido tem. Vem falar que eu não depositei FGTS, entre pagar salário e depositar, eu tive que escolher e optei por manter os salários em dia, mas o por quê está aí”, desabafou o ex-presidente do PT.

Biffi comandou o diretório por dois anos e disse que existe uma briga interna no PT de MS (Foto: Reprodução)Biffi comandou o diretório por dois anos e disse que existe uma briga interna no PT de MS (Foto: Reprodução)

De acordo com a ex-tesoureira do PT estadual, Kelly Cristina, as perdas do Fundo Partidário do PT no ano passado somam R$ 700 mil. Ela ocupou o cargo de 2010 até o último dia 22 de julho, quando Zeca assumiu a direção do partido.

Segundo Kelly, a dívida de R$ 613 mil é apenas “a ponta do iceberg”. Problemas na prestação de contas do então candidato ao governo pelo PT em 2014, Delcídio do Amaral, geraram R$ 3 milhões de dívida à sigla e levaram à suspensão do Fundo partidário por cinco meses, perda de aproximadamente R$ 365 mil.

A prestação de contas de Zeca de 2010, além da devolução de mais R$ 1.390.000,00, gerou suspensão do recebimento do Fundo Partidário por 10 meses, cerca de R$ 730 mil. Além dos R$ 500 mil de indenizção do processo contra Zeca pelo fato ocorrido em 1998, cuja sentença foi dada recentemente pelo STF e mantida pelo Ministério Público Eleitoral.

“O problema do PT são os processos eleitorais”, finalizou Kelly.

Ontem (31), Zeca do PT esteve em São Paulo, onde se reuniu com o tesoureiro do PT em nível nacional, a fim de reaver o Fundo Partidário e pagar as dívidas.

De acordo com a nova diretoria, a dívida junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi negociada e será parcelada em 60 meses, com a primeira parcela já para agosto. O mesmo está sendo pleiteado junto à Caixa Econômica Federal, acerca do FGTS.

O Campo Grande News tentou contato com o deputado federal Zeca do PT nesta terça-feira (1º), mas ele atendeu rapidamente e disse que estava em reunião com a bancada federal. Até o fechamento desta reportagem, as demais ligações não foram atendidas. Delcídio do Amaral também não atendeu as ligações.




Então né? quem só mexe com cobras chega um momento que acaba sendo picado.
 
Ezequiel em 02/08/2017 09:14:38
Esses são os "DEFENSORES DOS TRABALHADORES" ! kkkk...parece piada, ? Não, não é...não pagam aos trabalhadores nem aquilo que lhes é devido! Você caro amigo, ainda acredita nessa gente do PT...?
 
Barbarossa em 01/08/2017 17:06:42
Interessante. Esse não era o partido que era dos trabalhadores???
 
Plinio em 01/08/2017 16:10:56
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