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Campo Grande, Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

07/04/2015 14:08

Em greve, técnicos em radiologia vão à Câmara protestar por melhorias

Michel Faustino e Kleber Clajus
Grevistas estiveram na Câmara na manhã de hoje reivindicando melhorias para a categoria. (Foto: Marcelo Calazans)Grevistas estiveram na Câmara na manhã de hoje reivindicando melhorias para a categoria. (Foto: Marcelo Calazans)
Sindicalista afirma que Prefeitura está sendo omissa em responder às reivindicações. (Foto: Marcelo Calazans)Sindicalista afirma que Prefeitura está sendo omissa em responder às reivindicações. (Foto: Marcelo Calazans)

Munidos de faixas e cartazes cerca de 20 técnicos em radiologia que atuam na rede municipal de saúde estiveram na manhã desta terça-feira (07) na Câmara Municipal para protestar por melhorias. A categoria está em greve desde segunda-feira.

De acordo com o presidente do Sinterms (Sindicato dos Técnicos em Radiologia de Mato Grosso do Sul), Adão Júlio da Silva, a categoria reivindica o pagamento de 40% do adicional de insalubridade, a atualização no valor da produtividade SUS, que hoje é de R$ 385, equiparação salarial com o Estado, e o “controle de qualidade” dos equipamentos, para evitar fuga de radiação.

O sindicalista lamenta a “omissão do Poder Executivo em não responder às reivindicações”. “Estamos aqui para buscar uma ajuda de vocês (vereadores) para esta situação seja resolvida. Infelizmente tudo depende da Prefeitura, e até agora nada aconteceu”, disse.

Conforme Adão Júlio, atualmente, cerca 48 servidores concursados e 32 contratados atual na rede municipal. Segundo ele, devido a greve, somente 30% do efetivo está trabalhando.

De acordo com Adão os grevistas se reúnem em Assembleia às 17h desta quarta-feira (07) para definiram se permanecem em greve ou não.

O técnico em radiologia Eduardo Alexandre Pinto, 39 anos, questiona o fato do município não pagar o adicional de insalubridade, que segundo ele, é previsto em lei.

“ O que a gente lamenta é que aqui não paga a insalubridade e em outros municípios do interior paga. E isso é um absurdo”, completou.

O servidor ressalta ainda que os trabalhadores estão expostos a radiação e necessitam de melhores condições. “Só no meu grupo de trabalho três já foram afastados por causa do câncer. São coisas que a gente está exposto diariamente”, finalizou.

O líder do prefeito na Câmara, vereador Edil Albuquerque (PMDB), reitera que às reivindicações são válidas, no entanto, é preciso fazer um estudo geral para estabelecer “reajustes”.

“Isso quanto ao aumento de salário, agora quanto a insalubridade eu acho que eles deveriam receber sim, até porque estão expostos”, disse o parlamentar.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, vereador Paulo Siufi (PMDB), convocou uma reunião com os representantes da categoria e o secretário de administração Wilson do Prado, que deve acontecer nesta quarta-feira às 14h.

O parlamentar lembrou que o encontro será fundamental para que a Prefeitura estabeleça um dialogo com a categoria e os servidores voltem ao trabalho.

Comissão – Ontem, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) informou que uma comissão foi criada para elaborar a proposta de reajuste salarial, além da implantação de um novo plano de cargo e carreira. Também afirmou que está em processo de licitação a contratação da empresa que fará a aferição e levantamentos radiométricos dos equipamentos de raio-x.

A comissão é formada pelo secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Rodrigo Pimentel; o secretário municipal de Administração, Wilson do Prado; e a procuradora-geral adjunta, Kátia Silene Sarturi. Também conta com representantes da categoria.

Reflexos - Com a greve dos técnicos de radiologia, 750 exames ambulatoriais, que estavam agendados para este período, foram remarcados. Com os 20 profissionais que o Sinterms (Sindicato dos Técnicos de Radiologia de Mato Grosso do Sul) definiu para manter a escala de plantão durante a greve, o atendimento de urgência e emergência foi concentrado em quatro locais, com um técnico por período, quando normalmente, são três: nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) Universitária e Coronel Antonino; no Centro Municipal Pediátrico, onde são atendidas crianças até 12 anos e no Centro Ortopédico Municipal, especializado nos casos de pacientes de ortopedia.

A falta de profissionais forçou a interrupção do atendimento nos CRSS (Centros Regionais de Saúde) do Guanandi e do Tiradentes. Segundo a diretora da Sesau, Ana Paula Rezende, o número de 20 técnicos designados para trabalhar durante a greve é insuficiente para cobrir a escalar de três técnicos por turno. Seriam necessários mais 12.



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