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Campo Grande, Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

12/12/2016 09:21

Em sigilo e com 50 mil páginas, Coffee Break também é herança para 2017

Aline dos Santos
Processo  foi redistribuído para primeiro grau na Justiça. Advogados e MPE aguaram decisões. (Foto: Alcides Neto)Processo foi redistribuído para primeiro grau na Justiça. Advogados e MPE aguaram decisões. (Foto: Alcides Neto)

Atualmente em sigilo e com quase 50 mil páginas, a operação Coffee Break, que denuncia 24 pessoas pela compra de votos para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), também será herança para 2017.

Depois de ficar quatro meses no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o processo foi distribuído em outubro para a 6ª Vara Criminal, cujo juiz titular é Márcio Alexandre Wust. A mudança de instância foi provocada pela renúncia de Gilmar Olarte, que, ao abrir mão da prefeitura de Campo Grande, deixou de ter foro privilegiado.

De acordo com o advogado André Borges, o MPE (Ministério Público do Estado) impugnou todas as defesas e manteve a denúncia. “A próxima etapa é o juiz estudar todo o processo que tem quase 50 mil páginas e 30 advogados. O juiz profere a decisão se recebe ou não a denúncia. Aí, o processo começa verdadeiramente e os acusados passam a ser réu. Se não for arquivado, ficará para 2017”, afirma o advogado.

Borges atua na defesa do vereador reeleito Otávio Trad (PTB). “Na semana passada, apresentei petição dizendo que o MPE não se manifestou sobre pedido específico da defesa. Dizem que meu cliente vendeu o voto e apontam depósitos na conta bancária. Mas são verbas indenizatórias pagas pela Câmara e o Ministério Público não se manifestou quanto a esse aspecto”, diz.

Segundo o MPE, a ação foi mantida e aguarda os desdobramentos do processo. O procedimento movimenta defesas que custam de R$ 150 mil a R$ 1 milhão e tem o signo da polêmica.

Por um lado, advogados bombardeiam que a denúncia é seletiva, “sem pé nem cabeça”, golpista, passível até de cobrança de indenização por dano moral. Enquanto o Ministério Público aponta tentativa de manipular a opinião pública. O recesso do Poder Judiciário começa no dia 19 de dezembro.

Núcleos – Na esfera de associação criminosa, os denunciados são: Gilmar Olarte, João Amorim (empresário), João Baird (empresário), Mario Cesar (vereador), Fábio Machinsky (empresário), Airton Saraiva (vereador), Flávio César (vereador), André Puccinelli ( ex-governador), Nelson Trad Filho (ex-prefeito), Luiz Pedro Guimarães (empresário), Raimundo Nonato de Carvalho (empresário), André Scaff (procurador afastado da Câmara) e Carlos Naegele (empresário).

Na corrupção ativa, foram denunciados: Gilmar Olarte, João Amorim, João Baird, Mario Cesar, Fábio Machinsky, Airton Saraiva e Flávio César. Na corrupção passiva, a denúncia é contra 11 vereadores: Edil Albuquerque, Carlos Augusto Borges (Carlão), Edson Shimabukuro, Gilmar da Cruz, Eduardo Romero, Jamal Salém, João Rocha, Alceu Bueno (falecido), Otávio Trad, Paulo Siufi e Waldecy Batista Nunes, o Chocolate.




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