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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

02/01/2012 19:02

Miranda se diz surpreso, nega irregularidade no Dnit e entrega futuro a Deus

Aline dos Santos

Ele afirma que não pretende recorrer da decisão do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

Demitido, Marcelo Miranda nega irregularidades no comando do Dnit. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)Demitido, Marcelo Miranda nega irregularidades no comando do Dnit. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)

Demitido da superintendência do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda Soares se disse surpreso com o resultado do processo disciplinar, que resultou na queda do cargo que ocupava desde 2003.

“Esse processo começou em 2006 e foi discutido por três comissões, mas nunca encontraram nenhum tipo de irregularidade. Agora, houve indicação para a substituição dos cargos”, afirma. Além dele, foram demitidos Guilherme Alcântara de Carvalho, o segundo na hierarquia regional do Dnit, e Carlos Roberto Milhorim, chefe do órgão federal em Dourados. Miranda enfatiza que não houve irregularidades

Quanto à demissão, ele afirma já estar ciente nas últimas semanas. “Falaram que ia sair na quarta-feira, mas publicaram hoje”. Ele diz que não pretende recorrer da decisão do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

Conforme a portaria, Miranda desrespeitou dois artigos da lei sobre deveres dos servidores públicos federais: observar as normas legais e regulamentares; e levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo.

“Transmiti todas as informações ao diretor-geral, que na época era o Mauro Barbosa”, afirma Miranda. Segundo ele, surgiram denúncias porque o filho de Milhorim trabalhava na empresa que fazia fiscalização da obra. “Mas isso não quer dizer que estava fazendo alguma coisa de errada. O filho dele passou no concurso em terceiro lugar e hoje trabalha no Dnit”, relata.

Em 2006, Milhorim foi acusado de chefiar um esquema de desvio de verbas públicas. A PF (Polícia Federal) apreendeu documentos na sede do órgão federal em Dourados. Uma empresa contratada para operações tapa-buraco funcionava dentro do Dnit.

Marcelo Miranda conta que já esvaziou as gavetas e que ainda não se decidiu sobre os próximos passos. “Deus é quem sabe”. Conforme a assessoria de imprensa do ministério, deve ser nomeado em breve e de forma interina um novo superintendente no Estado.

Denúncias – Neste ano, o TCU (Tribunal de Contas da União) apontou problemas em obras de recuperação em 50 quilômetros da BR-163: fiscalização ou supervisão deficiente ou omissa nas obras; execução de serviços com qualidade deficiente e projeto executivo deficiente ou desatualizado.

O mesmo tipo de problema foi apontado nos serviços efetuados na BR-267, num trecho inicial de 62 quilômetros da rodovia. À época, Marcelo Miranda considerou as denúncias velhas.

Em dezembro, o MPF (Ministério Público Federal) identificou sobrepreço de R$ 216 mil em obras realizadas em três trechos da BR-262, que liga Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ao resto do País.

As denúncias ganharam fôlego em julho, após a queda do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Na ocasião, a classe política defendeu a permanência de Miranda a frente do Dnit.

Expulso do governo – Em 1991, Marcelo Miranda foi praticamente posto para fora do governo de Mato Grosso do Sul. “Já era o fim do mandato e o governo entrou em colapso financeiro. Não tinha como pagar os servidores. A dívida era assustadora”, recorda o historiador Hildebrando Campestrini.

Sem receber, os servidores passaram as últimas semanas do mandato de Miranda acampados na Governadoria. Os salários foram pagos quando Pedro Pedrossian assumiu o governo e fez um empréstimo. Por ter sido governador, ele recebe pensão vitalícia. Miranda também foi prefeito de Campo Grande e senador.

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Surpreso estou eu!!! Por esta pessoa ainda não estar em uma cadeia, vendo o sol nascer quadrado e por ainda não ter sido responsabilizado por sua inaptidão e incompetência gerencial, com a devolução ao erário público de todo o dinheiro perdido (perdido?!?), ou desperdiçado, ou mal aplicado...
 
Marcos Rumolli em 03/01/2012 10:59:35
O homem só colhe o que Planta. O homem que já teve tantos cargos politicos e já foi até governador do Estado, será que estava ocupando este cargo somente pelo salário miserável. Me engana que eu gosto muitio.
 
douglas lincoln em 03/01/2012 10:29:27
Surpreso??? é brincadeira né ??? pergunta pra ele da aposentadoria vitalicia de ex governador...
 
Marcelo Basso em 03/01/2012 09:29:13
Que dó, que dó, que dó!! Olha a carinha de inocente dele pessoal, vamos ajudá-lo, o pobrezinho está desempregado, hehehe!! Quantas vidas não se foram nessas estradas por falta de melhorias? Mas tbém como fazer melhorias se esse "inocentes" metem a mão no dinheiro. O asfalto chega na porta da fazenda dele, enquanto isso a br 163 continua sendo a rodovia da morte.
 
Sidnei Garcia em 03/01/2012 08:18:03
Em 1991, Marcelo Miranda foi praticamente posto para fora do governo de Mato Grosso do Sul. “Já era o fim do mandato e o governo entrou em colapso financeiro. Não tinha como pagar os servidores. A dívida era assustadora”,recorda Hildebrando Campestrini E como é que um cara desse com curriculo tão sujo e ainda assumia um cargo importante desse? admiro que ainda tem parlamentar que defende essa rouba
 
Liderança comunitária em 03/01/2012 03:30:29
negando como na epoca das aguas o povo esquece facil......................
 
vanderlei marques em 02/01/2012 09:01:55
Esse caboclo é raposa velha, tá acostumado meter a mão!!! o diabão esta esperando ele, ta chegando a hora dele!!!!!!!! esta sendo em cadeiA!!!
 
Valter Vieira Alves em 02/01/2012 08:57:54
Quando soube que o Marcelo Miranda trabalhava no DNIT, já era de esperar muita sujeira. Pois ele foi um pessimo governador, é de admirar que alguém tenha dado um cargo que tenha dinheiro envolvido para o Marcelo Miranda tomar conta. Na verdade ele não serve para nada e já foi tarde.
 
sandra cesznek em 02/01/2012 08:56:12
Eu não sei nada desse assunto (inquérito no DNIT) e nem sou fã do Sr. Marcelo Miranda, mas viajo pelo estado de MS e, admita-se, nunca havia visto nossas estradas em tão bom estado quanto nos últimos quatro anos. Se isso foi por obra de sua gestão no DNIT, deem-lhe os devidos méritos!
 
Eduardo Figueiredo em 02/01/2012 08:32:11
Ja estava na hora de iniciar uma limpeza neste Estado. E os outros? "Espero que Deus esteja com o povo"
 
calazans floriano em 02/01/2012 07:37:43
Isso é muito bom para o Sr Marcelo Miranda lembrar o que fez com os funcionários publicos, atrazando salários., Ninguem passa o que não merece.
 
Maria Aparecida Pereira em 02/01/2012 06:42:28
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