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Campo Grande, Sábado, 19 de Agosto de 2017

09/04/2015 11:00

Funcionário de relator trabalhou por 29 anos e cobra indenização da Enersul

Edivaldo Bitencourt e Leonardo Rocha
Relator da CPI emprega ex-funcionário da Enersul como chefe de gabinete (Foto: Divulgação)Relator da CPI emprega ex-funcionário da Enersul como chefe de gabinete (Foto: Divulgação)

Valter José Bortoletto foi funcionário da Enersul por 29 anos e cobra indenização da empresa no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região. O valor não é estimado, mas será, no mínimo, 29 vezes o maior salário, considerando-se que o último era de R$ 10,7 mil por mês. 

Ele é o chefe do gabinete do deputado estadual Beto Pereira (PDT), relator da CPI da Enersul/Energisa, criada pela Assembleia Legislativa parta investigar a denúncia de desvio de R$ 700 milhões na concessionária de energia elétrica.

Na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa, Bortoletto falou sobre a história. Ele contou que foi contratado pela Enersul em 11 de julho de 1985. Ele exerceu o cargo de gerente de relação com o poder público, que tinha a função de conversar com prefeitos e vereadores. A demissão sem justa causa ocorreu em 8 de janeiro deste ano.

Apesar de garantir que a indenização foi paga de forma correta, ele ingressou com ação cobrando indenização da Enersul na Justiça do Trabalho. Bortoletto cobra o cumprimento de um acordo firmado em 1990, que previa o pagamento de um salário por ano trabalhado em caso de demissão sem justa causa.

Além disso, ele cobra os valores referentes as promoções por mérito feitas em 1991, 92, 95,98, 2001, 2004, 2007, 2010 e 2013. O montante da ação não foi apurado porque será calculado pela Enersul, conforme o chefe de gabinete parlamentar.

Conforme o servidor, todos os ex-funcionários que cobraram o benefício na Justiça, foram vitoriosos e conseguiram receber a indenização. “A empresa só paga para quem cobra na Justiça”, frisou.

Sem influência – A ligação de Bortoletto com a Enersul veio à tona porque ele é o responsável pelo gabinete do relator da CPI – cargo considerado estratégico na investigação. O ex-gerente garante que não está na Assembleia para defender nem criticar a Enersul.

Valter José explicou que pretende ajudar Beto Pereira com os conhecimentos adquiridos pelas três décadas de serviços prestados à concessionária. “Não vou fazer tráfico de influência”, garantiu.

A CPI da Enersul/Energisa foi criada na semana passada e começou a funcionar nesta semana. Eleito presidente ontem, o deputado Paulo Corrêa (PR) nomeou Beto Pereira como relator.




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