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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Março de 2019

20/11/2018 17:34

Governador sugere “exceção” para médicos recém-formados no Revalida

Governador afirma que medida ajudaria a contratar profissionais para substituir os 8,5 mil cubanos que deixarão o país. Em MS, 114 deixaram o Mais Médicos

Humberto Marques e Mayara Bueno
Reinaldo afirma que medida ajudaria a repor número de médicos cubanos que deixou o país. (Foto: Paulo Francis)Reinaldo afirma que medida ajudaria a repor número de médicos cubanos que deixou o país. (Foto: Paulo Francis)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sugeriu nesta terça-feira (20) que o governo federal abra exceção para os médicos brasileiros recém-formados no exterior para que não passem pelo Revalida –exame utilizado para validar os diplomas e liberar a atuação dos profissionais no país. A medida, destacou o peessedebista, teria por objetivo suprir a repentina perda de 8,5 mil integrantes do Mais Médicos que deixaram o programa com a saída de Cuba do acordo de cooperação.

Durante entrevista na Governadoria, em Campo Grande, Reinaldo afirma que a mesma exceção foi concedida aos cubanos e outros médicos estrangeiros que, desde 2013, integraram o Mais Médicos. “Como foi uma exceção com os cubanos, por que não fazem para os recém-formados brasileiros que cursaram (Medicina) lá fora?”, propôs o governador, lembrando que muitos desses médicos enfrentam dificuldade para começar a trabalhar no Brasil por conta do Revalida. A medida beneficiaria, por exemplo, brasileiros que cursam medicina no Paraguai e na Bolívia.

O governador afirmou que a saída dos médicos cubanos vai tirar 114 médicos de Mato Grosso Sul que atuam, principalmente, na atenção básica. Contudo, destacou que ainda nesta terça foi divulgado edital visando a convocar médicos para as vagas abertas com a saída dos cubanos –que deixaram o programa alegando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, a médicos do país caribenho. No Estado, são 115 vagas.

Até o preenchimento das vagas, porém, não deve haver condições de suprir as demandas de atendimento. “Tem de ver como vai ser. Mas o governo federal colocou (o edital) como urgência justamente para isso, não ficar um longo tempo entre a nova chamada e agora”, salientou o governador.

Indicado nesta terça-feira para o Ministério da Saúde no futuro Governo Bolsonaro, o deputado federal sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta (DEM) informou que se reunirá com o atual titular da pasta, Gilberto Occhi, para discutir os impactos com a saída dos cubanos do Mais Médicos e a programação para substituição dos profissionais.



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