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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

14/10/2015 11:22

Investigados na operação Coffee Break tinham grupo no WhatsApp

Aline dos Santos
Diretor do Instituto de Criminalística (à esquerda) entregou celulares a promotor hoje.   (Foto: Fernando Antunes)Diretor do Instituto de Criminalística (à esquerda) entregou celulares a promotor hoje. (Foto: Fernando Antunes)

A maioria dos investigados na operação Coffee Break - que investiga compra de votos de vereadores para cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014 - estava em um mesmo grupo de conversa do aplicativo WhatsApp.

De acordo com o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex Vera de Oliveira, quase a totalidade das 17 pessoas que tiveram o celular apreendido estava no grupo, como vereadores e o prefeito afastado Gilmar Olarte. O grupo ainda era composto pela esposa de Olarte e funcionários da prefeitura e Câmara Municipal.

Nesta quarta-feira, o IC (Instituto de Criminalística) entregou ao promotor os 17 aparelhos apreendidos e dispositivos eletrônicos com arquivos de áudio, vídeo, mensagens, além das ligações. Cada aparelho tem um resumo de dez páginas, mas se todos arquivos fossem impressos resultariam em R$ 400 mil páginas.

A relação entre os investigados, por meio dos contatos mantidos por celulares, será apurada durante a análise dos dados, inclusive se houver menção a valores para a suspeita de compra de voto.

“Na verdade, pelo que pudemos perceber existem algumas conversas e trocas de mensagens pertinentes às investigação. Agora, a pericia conseguiu recuperar dados que foram apagados. A expectativa é muito positiva, foi um trabalho árduo. Não houve tempo para analisar nesse grau de detalhamento”, afirma.

Diante da quantidade de informações, serão utilizados filtros como palavas chaves e datas. “Não esperava tanto, mas tem uma linha de investigação, datas em específico”, afirma o promotor. Inicialmente, a previsão era de que a análise fosse concluída até o fim de outubro. Agora, a avaliação deve terminar em novembro.

No Gaeco, uma equipe de quatro pessoas vão se revezar. Cada pessoa será responsável por dois investigados, sucessivamente.”Vamos fazer com toda a calma sem correr o risco de perder nada, passar um filtro completo”, diz Marcos Alex.

No dia 25 de agosto, na primeira etapa da operação, foram apreendidos os celulares de Olarte; dos empresários João Amorim (Proteco), João Baird (Itel Informática) e Fábio Portela Machinski; dos vereadores Mario Cesar (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PP), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB), Eduardo Romero, Flavio Cesar e Otávio Trad, do PTdoB, Gilmar da Cruz (PRB), Jamal Mohamed Salem; e do ex-vereador Alceu Bueno.

Tecnologia – Denominado UFED (dispositivo universal de extração forense), o aparelho de tecnologia israelense custou R$ 51 mil e foi repassado pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) para o Instituto de Criminalística há 60 dias.

De acordo com o diretor do instituto, Eduardo Carvalho, o diferencial do dispositivo permite recuperar dados do aplicativo WhatsApp. O trabalho teve um mês de duração e foi realizado por quatro peritos especialistas em informática e computação.



acho também que não deveriam publicar a forma de trabalhar da polícia. assim os futuros delinquentes já se previnem.
 
nilton em 14/10/2015 15:54:43
Informação desnecessária para armarem a defesa necessária.. quanta inutilidade essas divulgações e quem hoje em dia, em qualquer repartição, grupo ou repartição não tem esses grupos de Whats para conversar preliminares em diversas situações... kkkkk R$ 400 mil páginas.. editor.. da uma corrigida lá fazendo favor... Por isso digo.. nunca uma promotoria vai substituir a polícia, em hipótese alguma, pq na hora que o bicho pega e precisa de gente corajosa, valente e destemida para solucionar alguns tipos de casos só quem tem vocação e coragem para dar as caras! parabéns a todos os policiais de verdade desse país, mesmo sendo difícil de trabalhar como polícia no Brasil!, ratificando que os advogados de defesa dos acusados agradecem novamente por essas informações..
 
JONAS em 14/10/2015 15:41:32
Pô, de novo Promotor!
Está parecendo garoto propaganda, faça seu trabalho com um pouco mais de discrição.
Meus amigos vereadores agradecem ao GAECO por revelar como a polícia trabalha e como se chega nos suspeitos através do aparelho celular.
 
TOYOSHI SATO em 14/10/2015 13:23:55
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