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Política

Juiz dá 24 horas para deputado réu na Omertà colocar tornozeleira

Jamilson Name é acusado nas investigações de ter assumido chefia de grupo após prisão de seu pai e irmão

Por Nyelder Rodrigues | 29/01/2021 19:26
O deputado estadual Jamilson Name, eleito pela primeira vez em 2016 (Foto: Arquivo)
O deputado estadual Jamilson Name, eleito pela primeira vez em 2016 (Foto: Arquivo)

Após determinar que os colegas de plenário do deputado estadual Jamilson Name (sem partido) na Assembleia Legislativa deveriam votar se o parlamentar deveria ou não ter que usar tornozeleira, agora o juiz da 1ª Vara Criminal, Roberto Ferreira Filho, decidiu que, mesmo sem a votação, ele terá que ser monitorado eletronicamente.

Em decisão proferida no fim da tarde desta sexta-feira (29), Ferreira Filho acatou recurso impetrado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para que fosse determinado uso imediato do equipamento por Jamilson.

O prazo dado pelo juiz foi de 24 horas, valendo a partir da intimação do deputado. O Gaeco, no pedido, alegou que não era necessário a demanda passar por avaliação do Legislativo e usou o caso da deputada federal Flordelis como exemplo.

Além disso, o Ferreira Filho acatou pedido feito pela defesa de Jamilson, permitindo que ele mantenha contato com alguns familiares, como a madrasta Tereza Name. Inicialmente, Jamilson estava impedido de ter contato com testemunhas do processo.

O deputado, eleito em 2016 como o mais votado pelo PDT, é réu na Operação Omertà, que investiga uma rede do crime organizado responsável pela jogatina em Campo Grande, além de mortes diversas e até a formação de uma milícia armada.

Seu pai, Jamil Name, é tido com o chefe de toda a organização e está preso em Mossoró (RN), na penitenciária federal localizada no município. Também está lá, seu irmão, Jamil Name Filho, conhecido por muitos como Jamilzinho.

Passaporte - Na sexta-feira (22) passada, Jamilson já tinha cumprido parte de outra decisão judicial, que era a de entregar seu passaporte à Justiça, já que ele está impedido de viagem para fora do país.

Desde 15 de janeiro, o deputado é réu por formação de organização criminosa, acusada de exploração do Jogo do Bicho e lavagem de dinheiro. O Gaeco afirma, a partir das investigações de força-tarefa da Polícia Civil, que o parlamentar assumiu a chefia do jogo depois da prisão do pai e do irmão, em 2019.

Pela denúncia, a empresa de títulos de capitalização Pantanal Cap era usada como fachada para "esquentar" valores obtidos com o Jogo do Bicho. Essa peça acusatória foi resultado da "Arca de Noé", a sexta fase da Operação Omertà.

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