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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

03/05/2017 12:34

Justiça desbloqueia bens de deputado acusado de ter servidora fantasma

Leonardo Rocha
Lídio Lopes conseguiu desbloquear seus bens na Justiça (Foto: Assessoria/ALMS)Lídio Lopes conseguiu desbloquear seus bens na Justiça (Foto: Assessoria/ALMS)

 O desembargador do TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS), Júlio Roberto Siqueira, desbloqueou os bens do deputado e estadual, Lídio Lopes (PEN), no valor de R$ 88 mil. Ele foi acusado pelo MPE (Ministério Público Estadual) de ter uma servidora fantasma, Sheila Lins Albuquerque, desde março de 2013.

O juiz Alexandre Ito a 1ª Vara dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, tinha bloqueado os bens do parlamentar e da sua ex-servidora (ela foi exonerada em janeiro), por meio de uma liminar, no começo de abril. O valor estipulado seria o montante que funcionário recebeu de março de 2013, até janeiro deste ano.

Para o desembargador que concedeu o desbloqueio, as irregularidades mencionadas na denúncia, não havia sido caracterizadas, por isso era melhor fazer uma avaliação mais ampla, com cautela, sobre o processo, a espera de sua decisão final.

Esta denúncia foi conduzida pelo promotor Marcos Alex Vera, que citou nos autos que a assessora fez viagens internacionais e ainda estaria morando na cidade de Três Lagoas, mesmo estando lotada no gabinete do parlamentar, em Campo Grande.

Lídio se defendeu dizendo que não cometeu nenhuma irregularidade e que a funcionária trabalhava para ele em Três Lagoas, e que segundo uma resolução da Assembleia, os deputados podem ter assessores no interior do Estado, tendo o devido o controle de suas atividades por relatório.

"Podemos ter representantes no interior do Estado, é algo de praxe na Casa, pois a legislação permite, não tenho e nunca tive problemas com a Justiça, vou provar que sou inocente das acusações", disse o deputado.

Ele ainda questionou que não foi ouvido nenhuma vez sobre o fato, pelo Ministério Público. "Esperei que fosse intimado para esclarecer, porém só ouviram a servidora por carta precatória, sem ter nenhum contato comigo, parece que a denúncia foi feita com endereço certo", pontuou.




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