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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

25/11/2011 20:21

Deputado Henrique Mandetta quer comprovação de vacina contra leishmaniose

Edmir Conceição

Audiência pública na Câmara expõe falta de consenso entre especialistas e governo sobre o uso de vacina e o tratamento contra leishmaniose animal.

Deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).Deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) requisitou informações aos Ministérios da Agricultura e da Saúde, sobre os protocolos e registros referentes à vacina contra leishmaniose animal.

Relator do projeto de lei de autoria do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que estabelece a politica de vacinação contra a doença, o deputado quer conhecer os ensaios clínicos e a comprovação cientifica da medicação, antes de elaborar seu relatório final.

Ele lembra a existência da portaria interministerial 1.426 de 11/07/2008, dos Ministérios da Agricultura e da Saúde, estipulando que a vacina contra leishmaniose teria que passar pelas fases de pesquisa 1, 2 e 3 antes da deliberação conjunta sobre sua validade. Como o Ministério da Saúde alega não ter os estudos referentes à fase final, o parlamentar teme que adotar essa vacina, sem a comprovação cientifica, coloque em risco a população. “Nosso parecer será pautado em comprovações cientificas” garantiu

Durante audiência pública realizada na ultima terça-feira (22) na Câmara dos Deputados ficou evidente a falta de consenso entre especialistas e o próprio governo sobre o uso de vacina e o tratamento contra leishmaniose animal.

“O reconhecimento da vacina pelo Ministério da Agricultura, mesmo que sem a anuência do Ministério da Saúde, abriu espaço para apresentação do projeto do deputado Geraldo Rezende (PMDB-MS). Mas o momento exige cautela e pesquisa acerca de todos os entendimentos interministeriais e sobre a prerrogativa de reconhecimento da vacina” afirmou Mandetta.

Atualmente, o Ministério da Saúde proíbe o tratamento de cães com leishmaniose com medicamentos para uso humano e determina o sacrifício desses animais. Em 2010, cerca de três mil pessoas foram infectadas com a doença, que não é transmitida do homem para o homem. O cão é o principal hospedeiro do parasita e o contágio se dá quando o mosquito vetor pica o cão doente e, depois, uma pessoa. A doença é letal e, segundo o Ministério da Saúde, o índice de mortes entre os pacientes tratados está em torno de 6%.

Organização Mundial da Saúde

O oordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, José Ricardo Marins, informou que a eutanásia de cães é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e que nenhuma vacina atende aos critérios de segurança e à relação custo-eficiência exigidos pelo governo brasileiro.

“Até o momento, nós não temos nenhuma comprovação de que há segurança no uso [da vacina] e que não vá haver transmissão para humanos a partir de cães vacinados. Essa política de eutanásia tem surtido efeito. Nos municípios mais infectados, houve uma queda de 50% no número de casos desde 2004, porém a doença continua se expandindo, porque novos municípios, que não tinham a transmissão, hoje têm”, afirmou Marins. Ele informou ainda que todas as instituições de pesquisa, inclusive, o Conselho Federal de Medicina Veterinária, concordam que a única forma confiável até hoje é a atualmente adotada pelo Brasil.



A vacina apresenta SIM eficácia e ja foi finalizada a fase 3, a coleira também tem grande eficacia...concordo que o melhor a se fazer é investir na castraçao dos animais de periferias que se tornam errantes e possui proprietários irresponsáveis. Nós humanos somos mais atrativos pelo flebotomo do que os cães, também somos transmissorem em potencial....exteriminam-se os cães restam demais transmisso
 
raquel toledo em 28/11/2011 01:08:03
Considero pertinente a preocupação do deputado Mandeta, sobre a eficácia dessa vacina. sugiro também que seja investigada a coleira, que também parece não imunizar os cães, que continuam morrendo vítima dessa terrrível doença. Parabéns deputado. Os nossos melhores amigos merecem mais respeito!!!
 
Paulinho Barbosa em 25/11/2011 11:51:16
Existem vários artigos em journals mostrando que a eutanásia é ineficiente. Na Europa existe até ração para cães com leish. O Brasil é um país atrasado por culpa de gente ignorante. Procurem estudar mais antes de falar besteira.
 
Carlos H. A. Higa em 25/11/2011 11:37:20
Que tal utulizar uma pequena parcela do dinheiro da farra da copa do mundo e aplicar em pesquisa destas doenças???
 
JORGE MASTELA em 25/11/2011 10:23:07
deveriam ter apoio do governo, com tratamento.
Outro dado importante, que não vejo o envolvimento de POLÍTICOS, somente de Ong´s, é na castração de cães e gatos na periferia da cidade. Isso acredito que ajudaria no controle de várias patologias.
Só MATAR...NÃO RESOLVE PESSOAL.
ANIMAL não vota... mas não esqueçam SENHORES POLÍTICOS, os proprietários dos bichos VOTAM, e estão de olho.
 
neyde de oliveira em 25/11/2011 08:48:56
PRIMEIRO, devemos eliminar o mosquito com a colaboração da população geral. Para que isso ocorra, deve-se investir na conscientização da sociedade, qto a problemática.
Concordo, apenas que o cão não deve permanecer doente, sofrendo e colocando em risco a vida de outros cães e pessoas. Mas, sim ser TRATADO com dignidade. O proprietário, deverá ser RESPONSÁVEL pelo tratamento do animal. As pessoas,
 
neyde de oliveira em 25/11/2011 08:42:47
Lembro bem, que na gestão do Mandetta, foi época que mais ASSASSINARAM cães.
Não procede essa informação, Leshimaniose existe inclusive em vários paises da europa(ITÁLIA..). A diferença, que não sacrificam os BICHINHOS, sim tratam da DOENÇA.
No Brasil, o governo não quer ter gasto e muitos donos preferem MATAR o animal, que optar pelo tratamento.
Só MATAR cães, jamais irá resolver o problema.
 
neyde de oliveira em 25/11/2011 08:36:26
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