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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

18/08/2015 10:27

Manifestantes xingam e batem boca com vereador em sessão tensa

Edivaldo Bitencourt e Antonio Marques
Grupo pró-prefeito xinga vereadores durante sessão (Foto: Antonio Marques)Grupo pró-prefeito xinga vereadores durante sessão (Foto: Antonio Marques)
Guardas municipais foram obrigados a mediar conflito entre manifestantes e vereadores (Foto: Antonio Marques)Guardas municipais foram obrigados a mediar conflito entre manifestantes e vereadores (Foto: Antonio Marques)

A Câmara Municipal começou mais uma sessão tensa e tumultuada na manhã desta terça-feira (18). Defensores do prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP), xingaram os vereadores de oposição e até houve bate boca com Paulo Pedra (PDT). Professores em greve também entraram na confusão e evocaram gritos de guerra contra os manifestantes favoráveis ao chefe do Executivo.

A confusão acontece sem a presença do presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar Oliveira (PMDB). Presidida pela vereadora Thais Helena (PT), a sessão conta com cerca de 100 professores e 20 aliados do prefeito.

O tumulto começou com o discurso do vereador Paulo Pedra (PDT), que ocupou a tribuna para fazer uma análise da situação de Campo Grande, que enfrenta duas greves, dos médicos e dos professores. “A situação é lastimável e calamitosa”, lamentou o pedetista.
Os trabalhadores na educação começaram a gritar: “comissionados, comissionados!” e “puxa saco”. Embalado pelo apoio do magistério, Pedra se empolgou e fez críticas mais contundentes contra Olarte.

Um grupo de 20 pessoas, liderado pelo presidente da Associação dos Moradores do Jardim Aeroporto, Elvis Rangel, começou a atacar o pedetista. “Cassado, cassado”, gritaram, em alusão ao fato do vereador ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral e só estar no legislativo devido a ter recorrido da decisão.

Pedra não se intimidou e manteve a linha de ataque contra Olarte. O grupo elevou o tom e gritou: “pedofilia, “pedofilia”. A alusão foi a boato que circulou nas redes sociais e no aplicativo WhatsApp de que o pedetista seria um dos vereadores investigados na rede de exploração sexual pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

No entanto, ele já divulgou um ofício de que não é o alvo da investigação além de Alceu Bueno, que já renunciou, e do ex-deputado estadual Sérgio Assis.

Revoltado com a acusação, Paulo Pedra interrompeu o discurso, desceu da tribuna e foi tirar satisfação dos manifestantes. Ele bateu boca e chegou a pegar Elvis pelo colarinho. A Guarda Municipal foi acionada e separou o vereador e os manifestantes.

O vereador Marcos Alex (PT) pediu a retirada dos manifestantes, que estavam desrespeitando os parlamentares. No entanto, os guardas municipais não adotaram a atitude da semana passada, quando retiraram quatro pessoas do plenário para evitar confronto com os professores.

Pedra voltou a tribuna e lamentou as acusações pessoais. Ele disse que os ataques políticos fazem parte da democracia, mas o ataque pessoal é a marca da atual gestão e acusou a primeira dama, Andréia Olarte, de ter incitado o grupo a acusá-lo de pedófilo. Ele sugeriu para o vereador Edil Albuquerque (PMDB) deixar a liderança do prefeito na Casa, para não manchar sua história política.

Após o tumulto, a sessão foi encerrada sem votação por falta de quórum. Dos 29 vereadores, só 13 estavam presentes.




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