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Política

Mario Cesar diz apoiar protesto e admite suspender contrato do lanche

Por Zemil Rocha e Jéssica Benitez | 19/06/2013 16:25
Presidente da Câmara, Mario Cesar diz que gasto com lanche veio de outras gestões (Foto: Arquivo)
Presidente da Câmara, Mario Cesar diz que gasto com lanche veio de outras gestões (Foto: Arquivo)

O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), afirmou hoje, à imprensa, que é favor dos protestos populares que estão acontecendo no País e sendo organizados para amanhã na Capital. “Acho o protesto legitimo, espero que seja pacifico; é uma maneira de externar vontade do povo. Ganhou repercussão no mundo todo”, afirmou ele.

Sobre o fato de organizadores do protesto na Capital terem afirmado que vão tomar café da manhã de luxo amanhã, com os vereadores, Mario Cesar declarou: “A classe política está desgastada. Qualquer coisa gera protesto. A Casa estará aberta amanhã e ele espera que seja pacifico. “O que queremos é ter 500 pessoas todos os dias nas sessões mesmo. É essa participação que a gente quer”.

Confirmou, porém, que vai reavaliar o contrato de R$ 76 mil a empresa Panificadora Tietê Ltda para o fornecimento de lanches, por nove meses, o que dá um custo de R$ 9 mil por mês. No ano passado, sob a gestão de Paulo Siufi (PMDB), essa despesa era de R$ 3,6 mil mensais com a Panificadora Caramelo. Isso significa que o gasto com o lanchinho foi aumentado em 150%.

“Vamos rever o contrato e há possibilidade de suspensão. Vamos adequar o regimento à realidade da Casa, em todos os sentidos até nos horários. Temos a humildade de ouvir a população. Sempre houve lanche, isso não é desta presidência, já vem de anos”, afirmou Mario Cesar. “Quando se coloca como café da manhã fica pejorativo”, acrescentou o presidente da Câmara.

Mario Cesar criticou ainda o fato de a imprensa ter afirmado que o gasto com o lanche é de R$ 9 mil por mês. “Foi um equívoco por parte da imprensa, que deveria ter mais cuidado com o que veicula”, garantiu o vereador peemedebista. Segundo ele, o contrato total é de até 76 mil, mas o valor mensal varia de mês para mês. “Em abril, por exemplo, foram gastos R$ 6.600 dentro de 22 dias”, argumentou ele. “E não se trata de um café da manhã e sim de um lanche que fica o dia todo disponível ao vereador porque eles trabalham o dia todo por conta das oitivas, CPIs e audiências públicas. Tem vereador que fica o dia todo na Câmara, todos os dias. O valor calculado de forma correta resultaria em R$ 10,30 por dia”, emendou, fazendo o cálculo do lanche por vereador. A Câmara tem 29 vereadores.

Para escolher a Panificadora Tietê Ltda, segundo Mario Cesar, foi realizada carta convite, com a participação de cinco empresas.

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