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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Julho de 2018

29/01/2018 14:48

Marquinhos vê cidade melhor e diz que taxa de lixo foi "lapso" de sua gestão

"Pergunta para qualquer cidadão se Campo Grande não melhorou? " diz prefeito sobre balanço de um ano de mandato

Aline dos Santos
Prefeito mostra carnês de IPTU e diz que cobrança de taxa é feita desde 1974. (Foto: André Bittar)Prefeito mostra carnês de IPTU e diz que cobrança de taxa é feita desde 1974. (Foto: André Bittar)

Tendo de novidade a frase “Gestão sob o Controle de Deus”, a foto de Campo Grande que recobre uma parede no gabinete do prefeito é herança de antigas gestões. Caso o retrato fosse atualizado neste um ano de administração, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) enxerga uma cidade que avançou. Sem querer atribuir nota para 12 meses de mandato, classifica a taxa de lixo como “primeiro lapso” da gestão e reclama de mentiras nas redes sociais.

“Pergunta para qualquer cidadão se Campo Grande não melhorou? Pergunta para qualquer mãe, se a merenda não é mais sadia e saudável? Pergunta para qualquer paciente como eram os remédios nas gestões anteriores? Pega os quatro anos e vê os escândalos de corrupção. Veja uma licitação nossa que recebeu a chancela da ilegalidade. Não tenho bens bloqueados pela Justiça e nem nomeei parentes na Omep e na Seleta”, afirma Marquinhos, durante balanço do ano, em entrevista exclusiva ao Campo Grande News.

Se em janeiro de 2017, as primeiras agendas públicas do prefeito foram para verificar a epidemia de buracos, um ano depois, eles se cristalizam no caminho dos campo-grandenses. “O problema persiste, todavia ele tem diminuído. Da mesma certeza que você diz que os buracos continuam sendo problemas, é a mesma certeza que todos dizem: melhorou, era bem pior”, avalia o prefeito.

Sobre o ano passado, Marquinhos afirma que ouviu no período de transição que a situação
financeira era desesperadora, mas conta que equilibrou as finanças com “choque de gestão”. O prefeito enumera o pagamento de 15 folhas (numa conta que inclui salário de dezembro de 2016 e décimo terceiro), convocação de 1.700 concursados e repasses na Saúde, como Santa Casa, HU (Hospital Universitário), Maternidade Cândido Mariano e Hospital do Câncer.

“Recebemos a saúde pública sem um remédio no almoxarifado e devendo quase R$ 22 milhões aos fornecedores”, rememora. Sob justificativa que é difícil atribuir nota para seu primeiro ano de gestão, Marquinhos afirma que realizou tudo que foi possível.

Prefeito conta que acompanha as redes sociais e reclama de mentiras. (Foto: André Bittar)Prefeito conta que acompanha as redes sociais e reclama de mentiras. (Foto: André Bittar)

Taxa e sabotagem – Eleito com 58,77% os votos, o prefeito teve em janeiro de 2018 o período mais conturbado da gestão, com as reclamações sobre a taxa do lixo e filas enormes de contribuintes nas centrais de atendimento. De férias, suspendeu a cobrança.

“Foi o primeiro lapso da nossa gestão. Que graças a Deus, tivemos a humildade de suspender imediatamente a cobrança. Sem precisar de ordem judicial. É necessário dizer também que ninguém sofreu prejuizo e nem há possibilidade de vir a sofrer”, afirma o prefeito.

Ele traça uma trajetória da taxa, cobrada desde 1974 em Campo Grande. No boleto do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) até 2017, era designada apenas como taxas. A cobrança pela limpeza urbana assumiu nova nomenclatura, sendo “batizada” de taxa do lixo, a partir da Lei Complementar 308, publicada em 29 de novembro de 2017 e com validade a partir de primeiro de janeiro de 2018.

Conforme o prefeito, a cobrança é prevista em lei e ressarce os serviços prestados pela CG Solurb, que venceu licitação para fazer gestão dos resíduos sólidos em Campo Grande. Segundo Marquinhos, foi lançado para 2018 o valor de R$ 80 milhões, que equivale ao valor anual para custear o serviço. Enquanto que o seu antecessor Alcides Bernal (PP) lançava somente R$ 30 milhões por não pagar o contrato na íntegra. Entretanto, conforme o prefeito, a empresa recorria a Justiça e os valores eram bloqueados, ou seja, a prefeitura era obrigada a pagar.

Até ser suspensa, 145 mil contribuintes pagaram a taxa do lixo, num total de R$ 28 milhões. A partir de 6 de fevereiro, serão oferecidas opções para reaver o valor. Em outra frente, uma comissão discute a nova fórmula para cobrança. A expectativa é enviar para a Câmara Municipal até março, com distribuição dos boletos em abril.

Apesar de especulação sobre sabotagem ou demissões, o prefeito descarta a primeira e ainda avalia a segunda. “Não acredito em sabotagem, não quero acreditar. Eu posso acreditar em incompetência”, diz.

Marquinhos reuniu boletos desde a década de 90 para mostrar que taxa era cobrada.  (Foto: André Bittar)Marquinhos reuniu boletos desde a década de 90 para mostrar que taxa era cobrada. (Foto: André Bittar)

Redes sociais - “As pessoas passaram uma falsa premissa nas redes sociais e alguns sites de que você não vai precisa pagar a taxa de lixo, não é verdade. Eu repito, a taxa de lixo você paga desde 1974”, afirma. Ainda de acordo com ele, a internet serviu para veicular informações como de que o antecessor não fazia a cobrança.

O prefeito conta que acompanha as redes sociais e reclama de mentiras. “Se você não estiver atento às discussões, você não é um bom gestor. Mas o debate deve ser travado de maneira limpa, honesta. Se quer debater o assunto, vamos debater. Mas sem mentira e sem demagogias”, afirma.

Reviva – Para 2018, o prefeito destaca o projeto Reviva Centro, que inclui o recapeamento de vias da área central de Campo Grande, como a Mato Grosso, Pedro Celestino, Rui Barbosa, 13 de Maio, Calógeras, 26 de Agosto, 7 de Setembro, 15 de Novembro, Barão do Rio Branco, Dom Aquino, Cândido Mariano e Antônio Maria Coelho.

O ano também tem previsão de entrega de seis Ceinfs (Centro de Educação Infantil), distribuídos pelos bairros Vespasiano Martins, Jardim Centenário, Noroeste, Nascente do Segredo, Zé Pereira e Popular. Em fevereiro, será entregue escola no Paulo Coelho Machado. Na educação, o ano começa com a entrega de 250 mil quilos de alimentos para a merenda.

Prefeito destaca Reviva Centro e entrega de Ceinfs.
(Foto: André Bittar)Prefeito destaca Reviva Centro e entrega de Ceinfs. (Foto: André Bittar)


Pergunta para qualquer cidadão se Campo Grande não melhorou? Rapaz esse cara deve estar de sacanagem só pode!! Uma Cidade abandonada dessa as ruas nem se fala.
“Gestão sob o Controle de Deus” É só por DEUS mesmo!!
 
Clebe PL em 29/01/2018 16:44:29
Então esse serviço não existe a quase 40 anos aqui na região da COOPHAVILA II A cobrança pela limpeza urbana assumiu nova nomenclatura, sendo “batizada” de taxa do lixo, a partir da Lei Complementar 308, publicada em 29 de novembro de 2017 e com validade a partir de primeiro de janeiro de 2018.
 
Eraldo Afonso Bento Afonso em 29/01/2018 15:21:55
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