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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

23/05/2017 13:34

Marun quer CPI para investigar impacto da JBS no mercado financeiro

A instalação do colegiado é uma reação da base aliada à empresa, cujos executivos citaram o presidente Michel Temer em delação premiada

Lucas Junot
Carlos Marun é vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados (Foto:Agência Câmara)Carlos Marun é vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados (Foto:Agência Câmara)

Um dos aliados mais fiéis do presidente Michel Temer (PMDB), na Câmara dos Deputados, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) anunciou, nesta terça-feira (23) que irá engrossar o pedido para criação de uma CPI mista (Comissão Parlamentar de Inquérito) para aputar a relação da JBS com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ontem (22), ele chegou a divulgar que estaria articulando a criação de uma CPI sobre a delação dos executivos do grupo J&F, que controla a JBS.

“Decidi, no lugar de fazer correr uma lista de assinaturas para a CPI do JBS, me associar ao requerimento de CPI mista do Deputado [Alexandre] Baldy (PT-GO) e do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) sobre o mesmo tema (relação da JBS com o BNDES e o acordo de delação premiadíssimo). Penso que assim o objetivo de esclarecermos a sociedade a respeito desta questão e eventualmente propormos punições e anulações de atos jurídicos poderá ser também cumprido”, disse o parlamentar em nota enviada ao Campo Grande News.

Marun negou que a ideia de criar uma CPI fosse um ataque à PGR (Procuradoria-Geral da República), que tem inquérito aberto contra Temer. Segundo Marun, o acordo precisa ser esmiuçado porque houve “benevolência inédita”.

Nos próximos dias, comissões da Câmara devem convocar os presidentes da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da Bovespa para repercutir os impactos da delação da JBS no mercado financeiro.

A decisão pela CPMI, veio depois de uma reunião realizada na noite de ontem, na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A instalação do colegiado é uma reação da base aliada à empresa, cujos executivos citaram o presidente Michel Temer em delação premiada.

O autor do requerimento, Ataídes Oliveira já começou a coletar assinaturas para instalação da CPMI. O requerimento distribuído pelo tucano aos parlamentares faz menção aos “danos causados” pela empresa ao mercado financeiro, em referência a uma suposta operação de compra de dólares por parte da companhia antes da divulgação do conteúdo das denúncias.

O número de assinaturas e as respectivas adesões não foram divulgados

 




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