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Política

Miglioli é mais rico, Trad tem 2,5 milhões e Márcio declara fortuna em espécie

Dos 14 candidatos que participam da corrida eleitoral em Campo Grande, 10 estão no clube dos milionários

Por Aline dos Santos | 27/09/2020 14:55
Marcelo Miglioli é o cadidato a prefeito de Campo Grande com maior patrimônio: R$ 5,3 milhões. (Foto: Arquivo)
Marcelo Miglioli é o cadidato a prefeito de Campo Grande com maior patrimônio: R$ 5,3 milhões. (Foto: Arquivo)

A declaração de bens dos 14 candidatos a prefeito de Campo Grande, apresentada à Justiça Eleitoral, mostra que o engenheiro  e ex-secretário estadual de Obras, Marcelo Migliolli, é o candidato mais rico: R$ 5,3 milhões.

Em segundo no ranking do valor do patrimônio aparece o procurador de Justiça Sérgio Harfouche, que informou bens avaliados em R$ 4,9 milhões. Atual prefeito, Marquinhos Trad informou patrimônio de R$ 2,5 milhões, com variação de 79% no comparativo com 2016.

Já Márcio Fernandes declarou ter R$ 1 milhão em espécie, popularmente conhecido como “dinheiro vivo”.  Dos 14 candidatos, 10 estão no clube dos milionários.

Na eleição de 2012, quando foi candidata à vereadora, Cris Duarte declarou R$ 5 mil. Em 2020, a representante do Psol informou à Justiça Eleitoral não ter bens.

Dagoberto Nogueira (PDT) ficou, ligeiramente, mais pobre desde a última eleição de 2018, quando foi eleito deputado federal. Há dois anos, ele declarou ter patrimônio de R$ 3.093.646,00. Agora, os bens do candidato totalizam R$ 3.079.721,17. Uma diferença de R$ 13 mil.

A maior parte do patrimônio não teve mudanças de valor e nem sofreu depreciação, como é comum no caso dos veículos. Uma Toyota Hilux, ano 2011/2012, valia R$ 130 mil em 2018 e manteve o mesmo valor na declaração de bens deste ano.

 A fazenda em Miranda, item de maior valor,  também manteve avaliação inalterada de R$ 2.000.959,12 nos dois anos.

A delegada Sidnéia Tobias (Podemos) declarou R$ 250 mil em bens, descritos como “disponibilidade diversas, inclusive bancos, numerários em banco, joias, etc”. No comparativo com a eleição 2018, quando foi candidata à deputada federal, teve redução do patrimônio, avaliado em R$ 450 mil há dois anos.

Candidato à reeleição, Marquinhos Trad tem patrimônio de R$ 2.519.739,49. (Foto: Silas Lima)
Candidato à reeleição, Marquinhos Trad tem patrimônio de R$ 2.519.739,49. (Foto: Silas Lima)

Nome do Progressistas, Esacheu Nascimento declarou patrimônio de R$ 1.704.494,66 à Justiça Eleitoral. Na lista, o bem de maior valor é uma casa, avaliada em R$ 701.325,07.   A lista tem até jazigo, com valor de R$ 2 mil e localizado no cemitério Parque Iguaçu (Curitiba). Em 2010, quando foi candidato a deputado federal, o candidato  tinha bens de R$ 1.182.672,93.

Triplicou - Guto Scarpanti (Novo) informou ter R$ 1.550.500,00 em bens. Os imóveis são os patrimônios de maior valor, com apartamento de R$ 700 mil na Avenida Afonso Pena. O patrimônio triplicou no comparativo com 2018, quando declarou bens de R$ 472.586,37. Na ocasião, foi candidato a deputado federal.

O deputado estadual João Henrique Catan, que disputa a prefeitura pelo PL, declarou R$ 166.858,15 em bens. Sendo R$ 150 mil de “disponibilidade financeira”.  Em 2018, não tinham nenhum bem cadastrado.

Marcelo Bluma (PV) informou à Justiça patrimônio de R$ 1.455.057,05. O bem mais caro é uma casa na Chácara Cachoeira, com avaliação de R$ 440 mil. Em 2018, quando foi candidato a governador do Estado, declarou patrimônio de R$ 1.374.352,05. Na ocasião, há dois anos, também tinha uma casa de R$ 440 mil. Em 2020, declarou conta corrente com saldo positivo de R$ 57,05. Enquanto que há dois anos, tinha depósito em conta bancária também de R$ R$ 57.05.

O procurador Sergio Harfouche dispõe de patrimônio de R$ 4.902.171,80. (Foto: Reproução/Facebook)
O procurador Sergio Harfouche dispõe de patrimônio de R$ 4.902.171,80. (Foto: Reproução/Facebook)

Do Solidariedade, Marcelo Miglioli é o mais rico entre os candidatos a prefeito de Campo Grande. Os bens totalizam R$ 5.358.687,67, se espalhando por imóveis, fazenda, quota empresarial e dinheiro em espécie (R$ 400 mil). No comparativo com 2018, quando foi candidato ao Senado, o valor do patrimônio cresceu 41%. Naquela ocasião, informou à Justiça Eleitoral ter R$ 3.776.573,39.

Márcio Fernandes (MDB) viu os bens passar de R$ 1.488.883,84 em 2018, quando se elegeu deputado estadual, para R$ 2.676.406,57 neste ano. Em 2020, informou dispor de R$ 1.075.000,00 de dinheiro em espécie (moeda nacional). Há dois anos, a disponibilidade de dinheiro em espécie do candidato era de R$ 250.000,00.

Atual prefeito, Marquinhos Trad (PSD) aumentou o patrimônio nos últimos quatro anos. Em 2016, quando foi candidato à prefeitura de Campo Grande, declarou R$ 1.400.126,51 em bens. Neste ano, o valor chega a R$ 2.519.739,49.

Portanto, um milhão mais rico. Na lista de bens, estão fundo de investimento (R$ 886 mil), imóveis, veículos e consórcio ainda não contemplado.  Em 2020, saiu da lista de bens a linha telefônica adquirida em 1992.

Os bens do candidato Dagoberto Nogueira totalizam R$ 3.079.721,17. (Foto: Reprodução)
Os bens do candidato Dagoberto Nogueira totalizam R$ 3.079.721,17. (Foto: Reprodução)

Do PSC, Paulo Matos tem R$ 3.357.848,05 em bens, sendo uma fazenda avaliada em R$ 1 milhão.

Pedro Kemp (PT) declarou patrimônio de R$ 1.720.978,56. A lista de bens tem casa no Carandá Bosque (R$ 337.500), aplicação bancária (R$ 901 mil) e poupança. Em 2018, o político tinha R$ 1.699.786,27 em bens.

O procurador Sergio Harfouche (Avante) dispõe de patrimônio de R$ 4.902.171,80. O maior valor é de casa na Vila Planalto, avaliada em R$ 3 milhões.  Há dois anos, quando foi candidato ao Senado, tinha R$ 3.275.193,15 em bens. Em 2018, o imóvel da Vila Planalto também era avaliado em R$ 3 milhões.

No Divulgacand 2020, que reúne dados dos candidatos, Loester Carlos, o Tio Trutis, ainda é o nome do PSL na corrida eleitoral por Campo Grande. No entanto, há decisão judicial para que o partido lance o vereador Vinicius Siqueira. Loester declarou patrimônio de R$ 48.036,48, sendo R$ 33 mil em espécie. No ano de 2018, quando foi eleito deputado federal, informou que não tinha bens.

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