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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/12/2013 18:26

Ministro da Justiça deixa para janeiro solução de conflito indígena em MS

Kleber Clajus e Zana Zaidan
Cardozo e Puccinelli voltam a tratar sobre Tera Buriti no dia 7 de janeiro, em Brasília (Foto: Cleber Gellio / Arquivo)Cardozo e Puccinelli voltam a tratar sobre Tera Buriti no dia 7 de janeiro, em Brasília (Foto: Cleber Gellio / Arquivo)

Em nota, divulgada na tarde desta segunda-feira (23), o Ministério da Justiça informa que a “busca definitiva” de solução dos conflitos indígenas sobre a Terra Buriti será tema de novo encontro, no dia 7 de janeiro em Brasília (DF), entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Estado, André Puccinelli (PMDB). Na ocasião, devem ser apresentadas a avaliação do valor da área e as soluções jurídicas para firmar acordo entre as partes, após a retomada das terras por indígenas em junho deste ano.

De acordo com o governador, André Puccinelli, Mato Grosso do Sul já cumpriu com todas as exigências do Ministério e “agora não há mais desculpa” para o diálogo se converter em ações concretas por parte do Governo Federal.

Por outro lado, o governador evita apontar culpados pelo conflito agrário, que figura com 80 propriedades rurais retomadas por indígenas, de acordo com dados da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).

“Ao invés de botar lenha na fogueira, prefiro tirá-la. Está atrasado, como eles mesmos disseram, mas prefiro dizer ‘antes tarde do que nunca’”, pontua Puccinelli.

A nota do Ministério da Justiça ainda ressalta que o encontro em janeiro tem por objetivo “reduzir a tensão na região e resguardar os direitos das partes envolvidas”. O texto encerra apontando que a reunião também dará continuidade ao diálogo referente a outras regiões do Estado em que indígenas solicitam demarcação.

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Desde a invasão de Japorã, liberada através do conceito de "Retomada", que o MPF acha maravilhoso, o ódio e a insegurança jurídica são semeados em MS, com apoio de entes públicos e organizações religiosas e ideológicas. Como disse o Ministro, tudo empurrado com a barriga. Jamais poderemos esquecer o nome daqueles que promoveram e acalentaram essa vergonha contra a nação e a democracia. Jamais, se tivermos um pingo de dignidade.
 
Valfrido M. Chaves em 24/12/2013 08:40:20
Esse ministro não passa de um tremendo enrolão, como todo político. O problema é que enganar o povo não traz consequências tão trágicas e imediatas quanto um conflito dessa proporção.
 
joão paulo em 23/12/2013 22:22:21
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