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Política

Ministro Milton Ribeiro deixa MEC após acusação de favorecimento a pastores

Aliado de Bolsonaro esteve em Mato Grosso do Sul no início de março para inaugurações

Por Liana Feitosa | 28/03/2022 15:38
Ministro Milton Ribeiro, do MEC, em visita a Mato Grosso do Sul no início deste mês. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Ministro Milton Ribeiro, do MEC, em visita a Mato Grosso do Sul no início deste mês. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Milton Ribeiro, que até hoje (28) estava à frente do MEC (Ministério da Educação), pediu exoneração na tarde desta segunda-feira após escândalos que envolveram o nome dele em suposto uso indevido de recursos do MEC para favorecer pastores evangélicos.

O pastor e então ministro esteve em Mato Grosso do Sul no começo deste mês para, junto com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participar da inauguração de um novo bloco do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e da entrega da obra de ampliação do restaurante universitário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Na ocasião, ele prometeu destinar R$ 20 milhões à essa instituição de ensino.

Ministro Milton Ribeiro durante reinauguração do restaurante universitário da UFMS, no início deste mês. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Ministro Milton Ribeiro durante reinauguração do restaurante universitário da UFMS, no início deste mês. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Em carta, Ribeiro afirmou que o pedido foi feito por responsabilidade política. “Meu afastamento é única e exclusivamente decorrente de minha responsabilidade política, que exige de mim um senso de país maior que quaisquer sentimentos pessoais. Assim sendo, não me despedirei, direi um até breve, pois, depois de demonstrada minha inocência, estarei de volta, para ajudar meu país e o presidente Bolsonaro na sua difícil, mas vitoriosa caminhada”, disse o ministro em carta.

O pastor se reuniu pessoalmente com o presidente hoje, no Planalto, por volta das 14h do horário de Brasília. A exoneração deve ser publicada na próxima edição do Diário Oficial.

Milton Ribeiro foi o terceiro ministro da Educação a deixar o cargo no governo de Bolsonaro. Ele sucedeu Abraham Weintraub, que ficou na pasta de 9 de abril de 2019 até 19 de junho de 2020, mas deixou a função após diversas polêmicas, sendo atualmente investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em inquérito sobre fake news e suposto crime de racismo.

Caso - Apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Ribeiro deixa o cargo após denúncia do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou envolvimento de pastores ligados a Ribeiro em um “gabinete paralelo”, que cobrava propina a políticos com o intuito de liberar verbas do MEC.

Em áudio vazado, ele afirmou que o Governo Federal beneficiava prefeituras ligadas a dois pastores que não possuem cargos públicos, mas que atuavam em um esquema de concessão de recursos do Ministério da Educação.

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