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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

16/06/2009 08:27

MPE atribui denúncia de Zeca do PT a "momento político"

Redação

O Procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Miguel Vieira da Silva, respondeu hoje acusações do ex-governador Zeca do PT sobre gravações clandestinas dos telefonemas do petista.

"As referidas afirmações, devem ser atribuídas ao calor do momento político difícil pelo qual deve estar passando o Sr. José Orcírio", resume.

Ele se recusou a dar entrevista sobre o assunto e em nota enviada hoje à imprensa, garante que "nunca discutiu ações em trâmite pela Justiça com o mesmo, pois como Chefe da Instituição Ministerial, deve fundamentar suas afirmações segundo princípios legais e constitucionais".

Segundo Zeca do PT, Miguel Vieira falou pessoalmente a ele que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) gravava todas as ligações feitas e recebidas pelo ex-governador.

"Jamais foi objeto de qualquer declaração pelo Procurador-Geral de Justiça, afirmações sobre escutas telefônicas não autorizadas do Gaeco, uma vez que tal afirmação consistiria em evidente confissão de crime, o que é descabido em se tratando de um Chefe da Instituição Ministerial", rebate o Ministério Público Estadual.

Ontem, em entrevista à rádio Transamérica e ao Campo Grande News, Zeca reafirmou as escutas.

Na argumentação contra a denúncia, o MPE lembra que promotores que encabeçam investigações de desvio de dinheiro público no governo do PT nunca trabalharam no Gaeco, apesar do Grupo servir ao Ministério Público apoiando as operações em curso.

Segundo Miguel Vieira, as ações impetradas por Zeca contra promotores por difamação foram devidamente acatados pelo Ministério Público, "que encaminhou o caso à Corregedoria-Geral do MPE, órgão competente para apurar as ações de qualquer membro da Instituição."

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