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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

10/06/2014 14:35

MS vota em peso pela aliança com Dilma, só Fábio e Geraldo foram contra

Josemil Arruda
Fábio Trad, irmão de Nelsinho, votou contra a aliança com o PT (Foto: arquivo)Fábio Trad, irmão de Nelsinho, votou contra a aliança com o PT (Foto: arquivo)

O presidente regional do PMDB, deputado estadual Oswaldo Mochi Júnior, informou esta tarde que dos 16 delegados de Mato Grosso do Sul, apenas dois votaram contra a aliança eleitoral com o PT, que vai assegurar a repetição da dobradinha Dilma Roussef-Michel Temer na disputa presidencial deste ano. Os dois votos contrários foram dos deputados federais Fábio Trad, irmão do pré-candidato a governador do PMDB, ex-prefeito Nelsinho Trad, e Geraldo Resende.

“Exceto os dois, o resultado foi 95% a favor a favor da aliança. Havia um acordo para liberar o Diretório Estadual do PMDB, mas os dois deputados federais têm questões que são aqui da Câmara. O restante cumpriu o acordo que fizemos de que apoiaríamos a indicação do Temer para vice-presidente, desde que Diretório Estadual pudesse ter liberdade sobre apoio à candidatura presidencial. Apoio a aliança e a apoio a candidatura são duas coisa diferentes”, afirmou o presidente do PMDB sul-mato-grossense, que na semana passada anunciou dissidência nacional a favor da candidatura presidencial de Eduardo Campos (PSB).

Tanto Fábio Trad quanto Geraldo Resende justificaram o voto contra a aliança com o PT, de Dilma Roussef, alegando que não concordam com as políticas públicas que vem sendo implementadas, considerando haver problemas muito sérios no setor social, especialmente nas áreas de saúde e educação.

“Ousei divergir da grande maioria dos convencionais de Mato Grosso do Sul, sobretudo porque preso e respeito muito a opinião e a liderança do governador André Puccinelli, mas entendo que o atual momento impõe aos agentes políticos uma tomada de posição mais focada nos problemas nacionais e como o modelo de gestão petista adotado nos últimos 12 anos se exauriu com saúde, segurança e educação, apresentando números desanimadores não poderia endossar a tese da continuidade de uma aliança porque entendo que o PMDB deve assumir o protagonismo nesse processo, não ficando a reboque de um modelo de gestão que já morreu, mas se esqueceu de deitar”, sustentou Fábio Trad.

Já Geraldo Resende acrescenta sua insatisfação com o tratamento que recebeu do governo Dilma, mesmo tendo sido aliado de primeira hora. “Não fomos tratados como deputados aliados, durante quase todos esses quatro anos, principalmente a mim, que fui o único que assumiu posição pela Dilma, ao contrário das lideranças locais que fizeram campanha para adversários dela. Fiquei pasmo pela mudança de posição de quem no passado teve outra opção. Minha posição se deve a forma de tratamento e os problemas do pais que se avolumam em todos os setores, como saúde, segurança e educação”, justificou.

Indagado sobre quem vai apoiar na eleição presidencial, Geraldo disse que ainda está avaliando. Questionado então sobre a candidatura de Eduardo Campos (PSB), que é apoiada pela Executiva Estadual do PMDB, o parlamentar respondeu: “Acho que é uma belíssima opção. Vamos conversando e no momento certo vou explicitar minha posição”.

No total, votaram 16 delegados do PMDB de Mato Grosso do Sul, mas como governador e os deputados federais têm direito a voto duplo o total é de 26 votos. Como Geraldo e Fábio Trad votaram contra a aliança, o placar da bancada do Estado foi de 18 votos a favor da aliança com o PT e oito contra.

 




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