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Política

“Não tenho culpa”, diz prefeito sobre cancelamento de shows na Expogrande

Por Fabiano Arruda e Wendell Reis | 12/03/2012 12:01
"Não vou jogar terra abaixo um evento que o município lucra, mas posso ir contra decisão judicial". (Foto: Paula Vitorino)
"Não vou jogar terra abaixo um evento que o município lucra, mas posso ir contra decisão judicial". (Foto: Paula Vitorino)

Durante agenda pública na manhã desta segunda-feira, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), esquivou-se da polêmica sobre a realização da Expogrande, que ocorrerá neste ano sem a realização dos tradicionais shows.

“A Expogrande está liberada para leilões, mas não para shows, o que não é minha culpa. É uma ação da associação dos moradores de 2002, quando eu nem sonhava em ser prefeito”, disse, mencionando a ação da população que mora em torno do Parque de Exposições Laucídio Coelho, que reclama do barulho gerado pelos eventos.

O prefeito considera que não há outra saída a não ser atender as exigências legais, mencionando o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado no ano passado para a realização da Expogrande, que determinava reformas acústicas no parque.

“Lamento que chegou a este ponto. Sou o primeiro a defender a Expogrande, pois a Prefeitura lucra. Não vou jogar terra abaixo um evento que o município lucra, mas posso ir contra decisão judicial. Sou legalista”, explicou.

Para Nelsinho, ainda será possível realizar shows no Parque, desde que sejam cumpridas as exigências legais.

Em entrevista nesta manhã, o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, anunciou que a Expogrande será realizada sem os shows neste ano, apenas com a feira agropecuária. Ele considera que faltou bom senso para que a questão fosse resolvida.

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