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Política

Nelsinho rebate ataque ao voto feminino: “Mulher não precisa de permissão”

Senador classifica como atraso qualquer tentativa de limitar a autonomia das mulheres

Por José Cândido | 14/07/2026 22:09
Nelsinho rebate ataque ao voto feminino: “Mulher não precisa de permissão”
Nelsinho afirma que a democracia não admite retrocessos nos direitos das mulheres. (Foto: Divulgação)

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) foi o único parlamentar a se manifestar na tribuna do Senado, nesta terça-feira (14), sobre a polêmica gerada por declarações que colocaram em dúvida a autonomia das mulheres para exercer o direito ao voto. Em discurso contundente, o parlamentar classificou como um retrocesso qualquer tentativa de relativizar uma conquista histórica da democracia brasileira e defendeu a liberdade de escolha das eleitoras.

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O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) discursou no Senado nesta terça-feira (14) contra declarações que questionam a autonomia das mulheres no voto. Ele classificou como retrocesso qualquer tentativa de relativizar esse direito e lembrou que o voto feminino no Brasil tem quase cem anos e que as mulheres representam mais da metade do eleitorado. "Quem coloca isso em dúvida hoje não é conservador, é atrasado", afirmou o parlamentar.

Ao abordar o tema, Nelsinho afirmou que o direito ao voto feminino está consolidado e não pode ser alvo de questionamentos.

“Tenho acompanhado essa discussão, esse absurdo de que mulher não deveria votar, que deveria seguir o marido. Mulher não precisa de permissão para pensar. Nunca precisou”, declarou.

Médico de formação, o senador recorreu à experiência acumulada ao longo da carreira para reforçar a capacidade de decisão das mulheres, especialmente em momentos de grande responsabilidade.

“Passei anos trabalhando em pronto-socorro. Vi mulher tomar decisão sozinha, de madrugada, com filho no colo, que homem nenhum tomaria no lugar dela”, afirmou.

Durante o pronunciamento, Nelsinho também resgatou o contexto histórico da participação feminina na política brasileira. Lembrou que o voto das mulheres completa quase um século no País e ressaltou que elas representam atualmente a maioria do eleitorado nacional.

“O voto feminino no Brasil tem quase cem anos. Mulheres lutaram muito para conquistar esse direito. Hoje, são mais da metade do eleitorado. Não porque alguém deixou, mas porque é justo, é direito”, destacou.

O senador ainda associou sua defesa da participação feminina à própria trajetória familiar. Disse ter sido criado por uma mulher forte, ser casado com uma companheira que o inspira diariamente e ser pai de filhas, fatores que, segundo ele, reforçam sua convicção sobre a importância da presença das mulheres nos espaços de decisão.

“Fui criado por uma mulher forte. Tenho uma companheira que me inspira todos os dias. Sou pai de meninas. Sei exatamente o que o mundo perderia se mulher não votasse, não decidisse, não liderasse. Perderia a melhor parte.”

Ao concluir o discurso, Nelsinho afirmou que não poderia permanecer em silêncio diante de um debate que considera incompatível com os avanços democráticos.

“Quem coloca isso em dúvida hoje não é conservador. É atrasado. Eu não podia deixar isso passar em silêncio. Isso não tem cabimento.”

A manifestação ocorre em meio à repercussão nacional de declarações sobre o papel da mulher no processo eleitoral e reforça o posicionamento do senador em defesa da igualdade de direitos e da plena participação feminina na democracia brasileira.