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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

06/08/2014 18:30

Nelsinho, Reinaldo e Delcídio já arrecadaram R$ 13 milhões

Ludyney Moura

A Justiça Eleitoral disponibilizou no fim da tarde desta quarta-feira (6) a primeira prestação de contas parcial dos partidos políticos e dos candidatos às eleições de outubro. Os três principais candidatos a governador no Estado receberam R$ 13 milhões até o momento.

Nos dados divulgados pelos TSE (Tribunal Superior Eleitoral), constam a discriminação dos recursos em dinheiro ou estimáveis em dinheiro que foram arrecadados para financiamento da campanha eleitoral e também os gastos realizados até o momento, com o detalhamento dos doadores e fornecedores.

Dos candidatos a governador do Estado de Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio do Amaral, do Partido dos Trabalhadores, e que apresentou uma previsão de gastos de campanha de R$ 28 milhões, arrecadou até o momento quase 30% desse valor, e declarou à Justiça uma receita de R$ 8,6 milhões.

A novidade este ano é que a doação, quando oriunda do Diretório Nacional do Partido, precisa constar a fonte originária. Nesta modalidade, via PT nacional, Entre os principais doadores de Delcídio estão três empreiteiras, que fizeram repasses para a sede da sigla, que repassou ao candidato. A Equipav Engenharia doou R$ 1,4 milhão, a Construtora Andrade Gutierrez doou R$ 2,8 milhões, a maior quantia até agora, e a UTC Engenharia contribuiu com outros R$ 2,3 milhões.

Além de doações não identificados e de empresas com valores ainda não expressivos, aparecem o próprio senador, que deu à sua campanha R$ 15 mil, a Construtora Triunfo, que doou R$ 1 milhão, e a Itel Informática, que fez dois repasses que somados chegam a R$ 450 mil.

Em contrapartida, os gastos de campanha de Delcídio declarados são maciçamente no repasse feito aos candidatos proporcionais de sua chapa. O total de despesas chega a R$ 6,9 milhões. O que deixa no caixa petista ainda para o restante da campanha pouco mais de R$ 1,6 milhão.

Em segundo lugar na arrecadação de campanha aparece o candidato do PMDB, o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, que declarou uma receita, nesta primeira parcial, de R$ 3,2 milhões, quase 10% das estimativas de gastos apresentadas no registro das chapas, em julho passado, dos peemedebista, R$ 30 milhões.

As receitas de Nelsinho são oriundas do Diretório Estadual do partido, que por sua vez recebeu as doações de uma das maiores multinacionais do país, a JBS, empresa de alimentos, que contribuiu para a campanha do ex-prefeito com dois repasses que totalizam os R$ 3,2 milhões declarados.

Os principais gastos de campanha de Nelsinho também são os repasses para os candidatos a deputado estadual e federal de sua coligação. A diferença é que o peemedebista apresentou à Justiça uma despesa de R$ 4,8 milhões, o que cria um déficit de aproximadamente R$ 1,6 milhão.

Em terceiro lugar está o candidato do PSDB, o deputado federal Reinaldo Azambuja, que, diferentemente dos adversários, declarou 42 doações de pessoa física e apenas uma pessoa jurídica, no caso o comitê do deputado estadual Onevan de Matos (PSDB), que tenta a reeleição (com R$ 10.175,00). O total declarado é de R$ 1,1 milhão.

As doações para Reinaldo vão de R$ 5 mil a R$ 400 mil, valor este que foi doado pelo próprio candidato. Além de uma doação de R$ 250 mil, feita por um agricultor do município de Maracajú, onde o tucano foi prefeito por dois mandatos, a esposa de Azambuja, figura na lista dos maiores doadores da campanha do marido, com R$ 150 mil.

Já as despesas declaradas por Reinaldo chegam a R$ 4,5 milhões, um déficit de pouco mais de R$ 3,4 milhões. Os principais gastos são com a própria campanha majoritária tucana, principalmente em publicidade por materiais impressos e gastos com pessoal. Também constam repasses a alguns candidatos proporcionais de sua chapa.
As parciais de prestação de contas dos outros três candidatos a governador, Evander Vendramini (PP), professor Monje (PSTU) e Sidney Melo (PSOL), não constam no sistema do TSE.

A Justiça informa também que a segunda parcial deve ser entregue entre 28 de agosto e 2 de setembro, com divulgação para o dia 6 de setembro. Já a prestação de contas final deve ser entregue até o dia 4 de novembro, 30 dias após as eleições. Caso haja um segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser entregue até o dia 25 de novembro.

Senado - Dos candidatos ao Senado, quem lidera o ranking de arrecadações nessa primeira parcial é a candidata do PMDB, a vice-governadora Simone Tebet, que declarou receitas de R$ 1,7 milhão, e despesas de R$ 1,1 milhão.

Em segundo lugar aparece o candidato do PSD, Antônio João Hugo Rodrigues, que recebeu R$ 554 mil e gastou R$ 451 mil.

Ricardo Ayache, do PT, é o terceiro, com receitas de R$ 102 mil e despesas de R$ 115 mil. Os números dos outros três candidatos a senador, Alcides Bernal (PP), Valdemir Casimiro (PSTU) e Lucien Rezende (PSOL), ainda não constam no sistema. 

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Doações não identificadas?
Isso também é uma vergonha que tem que acabar.
Nós que elegemos os políticos exigimos saber quem os financia, quem os patrocina, quem lhes dá dinheiro.
Campanha política sem indicação de quem "doou" para campanha é no mínimo estranho.
Isso não é caridade
 
Adriano Magalhães em 07/08/2014 06:42:20
fico bobo de ver essas doações milionárias..se fosse pra obra de assistência social.ajudar crianças com agasalho e comida,nenhum desses doaria,a cada dia me enoja essa politica....puro troca de favores,isso deveria ser proibido..mas é Brasil né?
 
rogerio marcos da silva em 07/08/2014 02:05:58
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