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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

30/10/2012 17:57

No DF, André ameaça com "motim" se União facilitar para SP pagar dívida

Fabiano Arruda
Governador André Puccinelli, acompanhado do deputado federal Edson Giroto, em reunião com o presidente do Senado, José Sarney, nesta terça. (Foto: Divulgação)Governador André Puccinelli, acompanhado do deputado federal Edson Giroto, em reunião com o presidente do Senado, José Sarney, nesta terça. (Foto: Divulgação)

Durante agenda em Brasília (DF) nesta terça-feira, o governador André Puccinelli (PMDB) cobrou a presidente Dilma Rousseff (PT) para que não privilegie o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, de seu partido, na negociação de dívidas com a União, e defendeu igualdade para que estados e municípios “não morram de fome”.

“Não está ocorrendo para todos em igualdade de condição", disse, segundo informações da Agência Estado. "A ajuda à prefeitura de São Paulo deve ser estendida a todas as demais. Senão haverá amotinamento geral", completou Puccinelli.

A Prefeitura de São Paulo possui uma dívida estimada em R$ 52 bilhões e, nesta segunda-feira, a presidente prometeu ajudar Haddad.

"É uma questão de cidadania, é uma questão de Federação. Ou somos uma Nação confederada ou somos os outros", defendeu, após falar com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre matérias que tramitam no Congresso, como a divisão dos royalties do petróleo e a partilha do FPE (Fundo de Participação dos Estados).

"Viemos suplicar que a mãe olhe para todos os filhos", ilustrou André, ainda conforme informações da Agência Estado, citando que estados como Alagoas, Amazonas, Pernambuco vivem situações parecidas com a de Mato Grosso do Sul que, no ano que vem, deve gastar R$ 800 milhões do orçamento apenas para pagamento da dívida.

"Não existe partido para dar educação, saúde, educação e segurança para uns brasileiros, sim, e pra outros, não. É suprapartidário", defendeu André, conforme reportagem da agência.

Luta antiga – O governador reivindica mudanças nos critérios da cobrança da dívida da União com os estados há tempos. Já sugeriu que os valores que as federações sejam revertidos em investimentos em obras de infraestrutura, por exemplo, com gestão do Governo Federal.

Nesta terça, acompanhado do deputado federal Edson Giroto (PMDB), Puccinelli levou o pleito ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

No entanto, a pauta principal do encontro foi o pedido para que sejam aprovadas novas regras do repasse do FPE, que registrou queda neste ano. A campanha é que Mato Grosso do Sul deixe de receber o repasse constitucional dos atuais 1,33% para 2,88%, com base em estudo do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Durante o encontro foi apresentado estudo técnico feito pelo Governo do Estado em que são apresentadas informações sobre a situação econômica e a arrecadação de Mato Grosso do Sul, valores e situação do FPE, além da proposta de reforma tributária.

“Viemos suplicar auxílio. Hoje, temos de nos valer de receita própria, da receita de ICMS, que é o único recurso, sem aumentar alíquotas, combatendo a sonegação e sem auxilio do Governo Federal. A União tem de renegociar as dividas dos Estados, tem de rever a Lei Kandir, tem de partilhar o FPE como a Constituição determinou, tem de dividir os royalties do Pré-Sal com todos os estados”, afirmou Puccinelli.

O governador ainda enfatizou que a reforma tributária em discussão em Brasília pode causar a perda de R$ 1,5 bilhão dos R$ 4,6 bilhões que o Estado arrecada. O valor representa uma perda de 33,3%.



Pô quem tem direito aí? o Estado? a União? Não é o cidadão, onde já se viu reclamar de perda impostos neste país, onde nós pagamos mais de 60% alguns que são produzidos aqui, tem imposto sobre imposto. Pra que ele quer mais? O Pré-Sal, é para todos então tem que ser revertido para a população e não divido para os estados, tem que ser administrado pelo governo federal, fiscalizado pelo povo e o Governo tem respeitar esse direito, em vez de tirar a vida de quem faz fiscaliza ou faz denúncias.
 
Wilson dos Santos em 31/10/2012 10:06:14
Será que o Puccinelli vai sair do armário... Lá em Brasília???
Afff.... Será o fim.
 
Juliana Gomes Vendramini em 31/10/2012 09:50:05
É importantissimo a divisão igualitária das royalties do pré-sal mas a reforma tributária é ainda mais importante, não adianta só se preocupar nos números que aparentemente vai deixar de arrecadar tem de se preocupar em fazer um gestão melhor rever talvez os rendimentos desses politicos e ajudar mais os setores privados com incentivos e a população com mais educação, lazer, saúde e cultura.
 
Paula Hernandes em 31/10/2012 09:39:37
Isso mesmo governador. Tem que defender os interesses de Mato Grosso do Sul com unhas e dentes. Parabéns
 
laudson cruz ortiz em 31/10/2012 09:30:38
Dr. André, nós não somos bobos, O Presidente e todo poderoso do Senado é de qual Partido? O que a Presidente faz nesse nível sem aprovação do Congresso? Quem é a maior bancada do Congresso? Tenha a santa paciencia. Eu acho so Parlamentares o principal entrave
 
luiz alves em 31/10/2012 07:42:11
Só o real federalismo, nada de socialismo, que se faz um governo auto-sustentável.
 
Cristiano Arruda em 30/10/2012 19:16:09
Já passou da hora desta terra se livrar do resto do Brasil para saber o que é liberdade, algo desconhecido desde a implantação da república.
 
Cristiano Arruda em 30/10/2012 19:14:44
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