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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

24/05/2017 21:45

No Senado, Simone lamenta atual crise e propõe pacto 'pelo bem do país'

Nyelder Rodrigues
Simone Tebet discursou no Senado em dia conturbado em Brasília (Foto: Divulgação/Assessoria)Simone Tebet discursou no Senado em dia conturbado em Brasília (Foto: Divulgação/Assessoria)

Em pronunciamento nesta quarta-feira (24), a senadora sul-mato-grossense Simone Tebet (PMDB) avaliou com pessimismo a atual crise política e propôs um pacto entre os parlamentares a fim de encontrar saídas para a situação, que além da política em si, envolve também questões jurídicas, institucionais e sociais.

A fala de Simone no plenário do Senado aconteceu em um dia de conflitos nas ruas de Brasília (DF) e de discussões intensas no Congresso, inclusive com troca de acusações entre peemedebistas. "A Nação está sangrando. A população indignada e o cidadão estarrecido diante de denúncias gravíssimas que abalaram e ainda abalam a República", frisa a senadora.

Simone ainda completa que "nesta situação, a sociedade aguarda uma resposta dos poderes constituídos". Para ela, mais do que uma resposta a ser dada pelo Judiciário, no julgamento das muitas denúncias, o que o povo realmente espera é uma ação firme do Legislativo para tirar o país da crise.

"Mas o que eu vejo hoje aqui no Senado Federal? Vejo o mesmo conflito que vejo nas ruas. A Nação está acéfala, e o Senado também está. Estamos nós aqui nos digladiando em cima de questões político-ideológicas, quando, na realidade, tínhamos que estar atrás de uma saída constitucional para esse conflito, para essa demanda", destaca.

Aos parlamentares, ela propôs que as lideranças busquem o consenso por meio do diálogo e da negociação para que haja um pacto pelo bem do país. "Precisamos retomar a capacidade de, sem abrir mão de nossas diferenças, construir consensos mínimos que garantam a continuidade do regime democrático", comenta.

Simone reforçou também que a solução deve ser encontrada dentro da democracia e à luz da Constituição Federal. "Renúncia, impeachment, cassação da chapa pelo TSE – seja qual for a saída da crise, deverá seguir a letra estrita da Constituição Federal", finaliza a senadora, que tem Três Lagoas como berço político.




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