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Política

Novatos falam em 'recado das urnas' e prometem que renovação vai além de nomes

Vereadores que assumem mandatos em 2021 foram diplomados nesta quarta-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral

Por Nyelder Rodrigues e Leonardo Rocha | 16/12/2020 20:04
Thiago Vargas foi o mais votado e promete 'nova atuação' (Foto: Kisie Ainoã)
Thiago Vargas foi o mais votado e promete 'nova atuação' (Foto: Kisie Ainoã)

Uma nova Câmara Municipal vem aí. As eleições de 2020 trouxeram novos ares para a Casa de Leis de Campo Grande, ao menos nos nomes que vão ocupar as cadeiras no local. Os novatos são 15 dos 29 vereadores da capital sul-mato-grossense - enquanto apenas 11 se reelegeram e três retornam após um período sem mandato.

Entre os que vão para sua primeira legislatura, a promessa é de que a mudança que ecoou nas urnas não ficará apenas nos nomes, mas também na forma de atuação dos parlamentares. "A renovação foi grande por que a população quer mudanças na Câmara e que os vereadores possam ajudar as comunidades", frisa Ronilço Guerreiro.

Candidato pelo Podemos, ele foi um dos marinheiros de primeira viagem diplomados pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) em evento no começo da noite desta quarta-feira (16). "Meu foco de atuação vai ser a cultura, educação e cuidados com a pandemia, além do resgate da economia", comenta.

Outro que foi à solenidade hoje e está pronto para colocar suas ideias em prática é o ex-policial civil Thiago Vargas (PSD), que destaca o 'clamor' por renovação vindo das urnas como forma da população se manifestar contra velhas práticas.

"Foi um recado da população nas urnas para os vereadores atuais e para os novos também", explica, frisando que seu trabalho deve ter como pilares educação, saúde, segurança e combate a corrupção. Essa é o principal, pois foi minha bandeira de campanha", revela Vargas, que em 2018 também concorreu à deputado federal.

Fiscal do povo - Conhecido por sua atuação quase sempre contrária as gestões municipais, o sindicalista Marcos Tabosa (PDT) terá pela primeira vez uma cadeira na Câmara Municipal e destaca que vai atuar como um "fiscal do povo".

"População está cansada dessa política do passado e o recado é esse: 'estou de olho em você, quero saber o fará para a saúde, educação e transporte coletivo'. Eu pretendo ser a voz do servidor público na Câmara e o fiscal do povo. Mostrar qual a verdadeira situação dos servidores dessa cidade", dispara Tabosa.

Outro novato, José Jacinto de Luna Neto, o Zé da Farmácia (Podemos), crava que vai atuar pelos bairros mais carentes e não apenas pelas Moreninhas, região onde mora e tem como base eleitoral. "Quero levar as demandas dessas pessoas mais carentes para a Câmara", comenta, indicando ainda que a população quer uma nova política.

Marcos Tabosa foi à diplomação com máscara ressaltando o SUS (Foto: Kisie Ainoã)
Marcos Tabosa foi à diplomação com máscara ressaltando o SUS (Foto: Kisie Ainoã)

Sandro Benites (Patri) já prefere se posicionar como defensor dos profissionais de saúde - ele é médico - e quer trabalhar para melhorar as condições de trabalho desses. "Foco será combate as drogas, que precisamos lidar com isso também no Legislativo, e prevenção de doenças em geral".

Por fim, Silvio Pena, o Pitu (DEM) assume em 2021 seu posto de olho em promover a união entre todos os parlamentares, fazendo com que os reeleitos e os eleitos pela primeira vez trabalhem juntos por Campo Grande. "Fui eleito pois fiz uma campanha correta, andando por muitos bairros e ouvindo a população".

Silvio Pitu ainda aponta que essa postura tem que continuar. "Não quer ser o campeão em número de projetos ou ações apresentadas e realizadas, e sim o vereador que vai deixar coisas importantes da Câmara para a cidade", explica.

Zé da Farmácia foi um dos nomes que mais chamou a atenção entre os eleitos (Foto: Kisie Ainoã)
Zé da Farmácia foi um dos nomes que mais chamou a atenção entre os eleitos (Foto: Kisie Ainoã)

Eleitos - Além dos já citados, completam a lista de vereadores novatos em Campo Grande: Riverton de Souza (DEM), Juari Lopes (PSDB), Beto Avelar (PSD), Camila Jara (PT), Edu Miranda (Patri), Clodoilson Pires (Podemos), Victor Rocha (PP), André Fonseca (Rede) e Alírio Villasanti (PSL).

Já os reeleitos são Ayrton Araújo (PT), Betinho Santana (Republicanos), Carlão (PSB), Loester Nunes (MDB), Gilmar da Cruz (Republicanos), João César Mattogrosso (PSDB), Otávio Trad (PSD), Epaminondas Vicente, o Papy (SD), João Rocha (PSDB), Valdir Gomes (PSD) e William Maksoud (PTB).

Os três que não já foram vereadores, mas estavam sem mandato na atual legislatura, são Jamal Salem (MDB), Ademar Vieira Junior, o Coringa (PSD), e Delei Pinheiro (PSD), que só conseguiu a vaga nesta quarta, após ter seu recurso aprovado pelo TRE.

Com 25 anos, Camila Jara será a mais jovem parlamentar e a única mulher dessa legislatura (Foto: Kisie Ainoã)
Com 25 anos, Camila Jara será a mais jovem parlamentar e a única mulher dessa legislatura (Foto: Kisie Ainoã)

Assim, o PSD passou a ter seis cadeiras na próxima legislatura, ao invés de cinco, enquanto o MDB, que tinha três, perdeu uma. A situação afetou Dharleng Campos, que acabou ficando na suplência. Sua defesa deve recorrer.

A saída de Dharleng faz com que Camila Jara, que tem apenas 25 anos, seja a única mulher na Câmara e também a parlamentar mais jovem da Casa nessa legislatura. Hoje, Nem Dharleng e nem Delei foram diplomados.

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