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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

22/12/2011 17:27

OAB-MS recebe ação contra artigo de lei que autoriza contratar sem concurso

Edmir Conceição
Paulo Duarte entrega ação ao presidente da OAB-MS, Leonardo Duarte.Paulo Duarte entrega ação ao presidente da OAB-MS, Leonardo Duarte.

O deputado Paulo Duarte (PT) entregou na manhã desta quinta-feira na sede da OAB/MS uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para revogar o inciso IX do art. 2º da Lei estadual nº 4.135, de 15 de dezembro de 2011. Para o deputado, lei contém vício de inconstitucionalidade e ‘é excessivamente permissiva em seu artigo 2º, inciso IX, que prevê a possibilidade de contratação de servidores pelo Governo em qualquer área e sem critérios’.

As quatro emendas ao Projeto de Lei do Executivo apresentadas foram rejeitadas, sendo o texto original aprovado na íntegra e publicado em Diário Oficial no último dia 15 de dezembro. No final de novembro, Duarte questionou o projeto e se mostrou surpreso ao perceber que o proposta do Executivo ampliava o leque de contratações, sendo que o esperado era que o projeto tratasse especificamente da contratação temporária de pessoas para a Iagro, suprindo as necessidades do órgão devido à greve dos servidores.

Em seu questionamento, o deputado alegou que o parlamento estaria dando um cheque em branco ao Governo, dando liberdade para que o Executivo realize contratações inclusive sem necessidade de concursos públicos. Outro argumento e que não consta na Lei Federal 8.745, que regulamenta as contratações temporárias, foi o fato do projeto considerar como necessidade temporária de excepcional interesse público as atividades técnicas especializadas, no âmbito de projetos de cooperação com prazo determinado, implementados mediante acordos internacionais.

“A Lei Federal foi banalizada. O Governo se aproveitou da situação do Iagro para fazer um projeto em que ele poderá contratar como bem entender e acaba deixando a realização de concursos públicos em segundo plano”, diz Duarte.



O Deputado esta de parabéns e cumprindo o seu papel, ou seja, representando e defendendo os interêsses e direitos dos cidadãos desse estado. É só ler o artigo 37, incisos I e II, e, aí, está a razão do solerte DEPUTADO. Obrigado, de minha parte, Deputado, por prestigiar o princípio da impessoalidade, também, na contratação, tão mencionado em nosso texto constitucional.
 
edson f. chaves em 22/12/2011 06:02:50
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