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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

18/08/2015 10:50

Operação contra fakes durou 3h30 e PF copiou arquivos de suspeitos

Aline dos Santos e Luana Rodrigues
Equipamentos eletrônicos foram apreendidos em operação. (Foto: Divulgação/PF)Equipamentos eletrônicos foram apreendidos em operação. (Foto: Divulgação/PF)

A PF (Polícia Federal) cumpriu 18 mandados de busca e apreensão durante 3h30 da operação “Face to Fake”, realizada nesta terça-feira em Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa da polícia, a ação foi realizada entre 6h e 9h30.

Em geral, foram apreendidos computadores, equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento (como pen drive). Os policiais copiaram os arquivos e devolveram os eletrônicos aos donos.

A ação é para identificar diversos grupos que usaram perfis falsos (fakes) nas rede sociais para postarem mensagens ofensivas na eleição para governador, realizada em 2014. Além da retirada do conteúdo, a Justiça Eleitoral encaminhou as denúncias de candidatos, partidos e/ou coligações para a PF.

Após a constatação do uso frequente de alguns IPs (internet protocol), foram determinadas as buscas. A operação é coordenada pelo delegado Dante Pegoraro Lemos, da Delegacia de Defesa Institucional, e os detalhes serão divulgados entrevista coletiva às 11h, na superintendência da PF.

Os 18 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz da 36ª Zona Eleitoral de Campo Grande. Cerca de 80 policiais participam da operação.

Crime eleitoral - De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são consideradas práticas criminosas, por exemplo, “a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação”.

Quem contratar colaboradores com essa finalidade poderá ser punido com detenção de dois a quatro anos e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil. Já as pessoas que forem contratadas também incorrerão em crime e poderão ser punidas com detenção de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil.



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