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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

14/05/2009 11:01

Para oposição, governo coagiu servidor a não protestar

Redação

Na votação dos projetos que concedem reajuste salarial aos servidores estaduais, hoje na Assembléia Legislativa, poucos trabalhadores são vistos e quem apareceu não faz manifestações contrárias, como se via nas semanas anteriores.

Para a bancada petista, a sessão tranquila, diante de índices criticados por diversas categorias, ocorre porque os servidores foram coagidos pelo governo. Na opinião do deputado Amarildo Cruz (PT), eles foram "pressionados a não comparecer a sessão de hoje".

Há cerca de um mês, movimento incluindo servidores da Segurança Pública protestaram contra os percentuais oferecidos pelo governo com ameaça até de greve, anunciada pelos policiais civis.

O governador André Puccinelli ameaçou cortar o reajsute, caso nova paralisação de 24 horas ocorresse, após duas realizadas nas últimas semanas. Ontem, mesmo não concordado com o reajuste oferecido pelo governo a categoria recuou.

A PM também deixou de cogitar aquartelamento e decidiu fazer agora um abaixo-assinado de protesto contra o índice. Durante as negociações, comandantes fizeram reuniões com os praças e ofícios também foram distribuídos, alertando sobre as punições em caso de paralisação dos militares.

Para Amarildo os servidores estão como medo. Segundo ele, representantes do sindicato dos policiais civis estiveram durante toda a semana na Assembléia conversando pedindo apoio aos deputados.

Em uma reportagem publicada ontem, Paulo Carvalho, o presidente do Sinpol adiantou que por não concordar com os percentuais oferecidos, eles não acompanhariam a votação e entrariam com ação na Justiça.

Acordo de lideranças viabilizou votação em regime de urgência na sessão desta quinta-feira, a última da semana.

Na platéia, apenas representantes dos fucnionários da Saúde e dos agentes penitenciários garantiram a participação dos trabalhadores.

Mesmo assim, dos dois lados o tom era de conformismo, diante do inevitável. "Agora, as reivindicações vão ficar para 2010", reclama o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Fernando Anunciação.

Com posição contrária apenas dos 4 deputados petistas, a aprovação certa dos 8 projetos, mais um de aumento aos servidores do MInistério Público Estadual, desmobilizou as categorias, justifica.

Apesar da frustração, o espaço serviu novamente para reclamações sobre condições de trabalho e remuneração. Segundo Anunciação, o aumento dito pelo governo é uma fraude.

"Eles dizem que deram 18%, mas é falso". O sindicato explica que para chegar a esse índice, o Estado somou os 6% de repasse linear, mais os R$ 100,00 de abono concedidos no ano passado e incorporados agora aos salários, e o novo adicional de R$ 75,00, a contar de maio.

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